A Vida de Brian (Life of Brian) é um filme de 1979 da produtora inglesa Monty Python, especialista em parodiar os dogmas e mitos religiosos. Embora suas produções não sejam tão atuais, o riso é fator garantido em qualquer  produção da Python, principalmente, nos episódios da série Flying Circus.

No filme em questão, Brian é um judeu nascido em Roma na época do governo de Pilatos – carrasco de Jesus Cristo, embora o título do mal seja dado ao Diabo. Viviam em Roma vários povos além dos romanos, entre eles, os judeus, muçulmanos, fariseus, galegos, filisteus, etc. Todos expressavam seu descontentamento com o governo romano.

Numa tentativa de sabotar o governo romano, um grupo de judeus, incluindo Brian, elaborou um plano para raptar a esposa de uma autoridade romana para então chantagear através de reivindicações. Coincidentemente, no local onde iria ocorrer o crime, um outro grupo também havia planejado o mesmo seqüestro, o que acaba virando em confronto entre os grupos de tal forma que ambos acabam se matando dentro do palácio romano, chamando atenção dos soldados que então irão perseguir Brian, o único sobrevivente.

Como castigo máximo aos traidores de Roma, Pilatos ordenava a crucificação para o condenado ter uma morte lenta e sofrida. A crucificação será ironicamente retratado, pois não se trata de uma condenação com dimensões para simbolizar “aquele que morreu por nós na cruz”, mas um símbolo do poderio romano para aqueles que transgredissem as leis e costumes locais da época.

Durante a perseguição dos romanos, Brian irá se aventurar em várias situações cômicas junto aos judeus. Juntando com a necessidade dos judeus de encontrarem explicações para as injustiças sofridas, Brian irá por acaso, através de várias correlações absurdas, sendo eleito como o Messias. – Nesse meio tempo ele “cura” um cego e um mudo “por engano”. O que aumenta ainda mais o seu prestígio.

Além de tentar mostrar o quanto o Messias foi uma criação do povo judeu em conjunto com uma série de equívocos que poderiam ser vivenciados por qualquer um, e outros temas bíblicos que são parodiados, o espectador atual poderá ver, que o filme também consegue satirizar aquela produção de mau gosto denominada “A Paixão de Cristo” (The Passion of the Christ, 2004).

Quem já conhece a Monty Phyton sabe que o riso é garantido, e de quebra, a inteligência por trás do filme, caso o espectador tenha um conhecimento crítico acerca das questões retratadas, é deliciosamente sarcástica.

Abaixo uma das partes do filme, dublado pelo mesmo profissional que dubla o saudoso personagem “Chaves”. Repare como uma das questões do existencialismo de Sartre é trazida em tona: “você veio do nada, e vai voltar ao nada, o que você tem a perder?”.  Além de certo teor do eterno retorno, na medida em que a mensagem enaltece a vida mesmo diante do trágico.

Esses links são para compartilhar o conteúdo em redes sociais ou por email.
  • Rec6
  • Ueba
  • Dihitt
  • DoMelhor
  • LinkTo
  • LinkLoko
  • TwitThis
  • E-mail this story to a friend!