Entre as várias temáticas abordadas pelo filósofo alemão Friedrich Nietzsche, é evidente a sua total oposição ao niilismo, que pode ser entendido como o homem desvinculado totalmente do seu devir, desacreditado e sem nenhuma perspectiva diante do presente que se molda com o passado e o futuro.

Esse tema é tão complexo que há inúmeros críticos que irão chamar Nit de um ícone do niilismo, na medida em que pegam suas frases desvinculadas do seu pensamento para justificar que o filósofo profetizava contra uma vida estéril de valores, a famosa citação “Deus está morto!” é um belo exemplo das mutilações que costumam fazer de sua obra. – Só que para Nit, os valores a serem destruídos são os valores do Cristianismo e o homem é um criador de valores, resta-o criar valores para que ele possa se reconhecer e desenvolver seu potencial.

Para Nit, um dos maiores culpados pelo niilismo são os valores instaurados pela religião judaíco-cristã que dilacerou do homem toda capacidade de sentir o prazer das vivências do aqui-e-agora em detrimento de uma vida a ser consumada num futuro de ilusão, transformando a felicidade em culto ao sofrimento.

Essa temática é bem interessante, mas por enquanto deixo apenas como ponto de partida para um dia explorar melhor esse assunto por aqui. Fiquem com um dos vários pensamentos do filósofo à respeito do assunto, mas sempre lembrando que há toda uma construção por trás de cada frase de Nit, principalmente as mais polêmicas:

“Ao se querer respirar ar puro, não se deve ir à igreja.” (Além do Bem e do Mal, Nietzsche, 1886)

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