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Saiba tudo sobre a vida e obra de Jesus

Aproximadamente no século 6 a.C. nasce Jesus, filho de José e Maria. Para a história parece bem provável que Jesus gozou uma vida com boa condição social; José era carpinteiro, profissão que na época era um serviço que exigia alguma especialização, representando status e um valor que podia ser pago apenas por classes sociais mais altas; Jesus também sabia ler e escrever, o que representava uma grande vantagem para a época.

O domínio da escrita e da leitura foi fundamental para Jesus se configurar enquanto o representante do povo judeu. Vivendo em Israel, num período de intenso conflito entre religiosidade e política romana, Jesus dominou o Antigo Testamento e saiu pregando aos oprimidos e desesperançados.

Não é difícil imaginar o quanto Jesus ganhou popularidade entre os povos que estavam sob o jugo romano. Sua figura era uma autoridade, a maioria não dominava a escrita nem a leitura, e Jesus conseguiu unir um ideal de revolucionário com liderança espiritual. Suas pregações exaltavam as esperanças e as crenças na redenção, consolando um povo sofrido e dominado por um império pagão.

Inicialmente ele era conhecido apenas como “Nazareno”, que não significa nada mais do que alguém que é nativo de Nazaré. Com sua popularidade passou a ser chamado de Cristo, que em grego representa algo como “ungido”. Nessa época, calcula-se que Jesus provavelmente deveria ter entre 30-35 anos.

Provavelmente um grande orador, as mensagens de Jesus aos oprimidos iam ganhando cada vez mais destaque. Suas pregações estruturadas no Antigo Testamento e nos ideais de humildade de que “os últimos serão os primeiros”, arrastavam multidões.

Com a rápida popularidade, Jesus passou a precisar de alguém para ajudá-lo. Os primeiros voluntários eram pescadores, juntaram-se outros e rapidamente formou-se o grupo dos 12 discípulos.

A voz de Jesus Cristo que inicialmente fazia eco apenas em alguns vilarejos, com a popularidade, passou a representar uma ameaça à política romana. Para os imperadores romanos Jesus era um transgressor às leis e normas vigentes. Soma-se a isso tudo, o conflito entre a religião romana e a cristã; para se ter uma idéia, os romanos viam os cristãos enquanto ateus.

E Jesus parou por ai. Sua vida foi curta, em seu apogeu (30-35 anos), foi capturado e condenado pelos romanos. Em sua última ceia com os discípulos, Jesus já pressentia que não teria como escapar das tropas romanas. Condenado por blasfêmia, passou primeiro por um tribunal judeu composto por vários inimigos, culminando com a sentença dada pelas autoridades romanas: morrer pregado na cruz, castigo máximo aplicado àqueles considerados transgressores.

Certo é que os romanos “brincaram” muito antes de efetivamente crucificar o jovem Jesus. Os romanos eram povos guerreiros, para a época o espírito de compaixão não representava muita coisa, daí a “festa” que fizeram com o corpo de Cristo; ironicamente, após erguer a cruz, os dizeres “alertavam”: Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus.

Até então, Jesus Cristo não era oficialmente o Messias. Sua consagração final floresceu em meio à forma como foi condenado e alguns eventos “misteriosos” que se sucederam após sua morte. Um deles foi o eclipse solar, fenômeno natural que pode ter ocorrido, mas que para a época representou um “sinal divino”; neste mesmo dia, o corpo de Jesus foi retirado da cruz por amigos e enterrado, daí resultou o “sumiço” que assumiu o caráter de ressurreição. – Nesse momento nasceu no ideário dos fiéis que Jesus Cristo havia subido aos céus, que sua morte foi um ato de amor para nos salvar e, portanto, dava-se por cumprida a profecia elaborada no Antigo Testamento sobre a vinda do Messias.

Com o desgaste do Império Romano, culminando com a divisão em dois reinos, Roma já não representava uma unidade forte e autoritária na história das civilizações. Restou ao jovem romano Constantino, adepto do cristianismo, legitimar a religião. Daí em diante o cristianismo iria se espalhar entre vários povos, assumindo modificações e alterações de acordo com as necessidades culturais.

Para além do olhar encantado da Bíblia:

O venenoso e prepotente cristianismo, com sua deturpante moral estruturada na história dos povos de Israel, ainda iria causar muitas guerras. Um mar de sangue iria se suceder, torturas seriam bem-vindas aos pagãos que recusassem o Deus monoteísta, muitas cabeças iriam rolar e corpos iriam ser queimados vivos em fogueiras de praça pública.

Chegou até os dias de hoje, certo é que seu meio de fazer-se presente já não é mais pela ponta da espada, no entanto, a essência desse veneno secular permanece a mesma, isto é, a terrível capacidade de deturpar a vida do aqui-e-agora em face àquela “promessa” bíblica: a de que um reino arquitetado com todos os sonhos e desejos de consolo advindos da fraqueza e covardia humana será reservado aos “últimos que serão os primeiros”.

Alguém, vivendo por volta do ano 30 ou 35, conseguiria imaginar que Jesus iria estar presente na história até os dias de hoje?

*Imagem: retrato oficializado de Jesus Cristo pela Igreja; entretanto, não há nenhum registro sobre sua real aparência.

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