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Sangue e terror escondidos pela Igreja Católica: as Cruzadas
3ago2008 Categoria(s): Ateísmo Autor: adv
As Cruzadas foram expedições cristãs ocorridas entre os séculos XI e XIII com o objetivo de saciar a sede da Igreja por novas terras: tomar a “Terra Santa” dos muçulmanos e, não menos importante, escravizar e saqueá-los. Podemos entender perfeitamente as Cruzadas como “Guerras em nome de Deus”, coloridas com muito sangue derramado da ponta da espada que reluzia o nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo.
Tirando os pretextos oficiais da Igreja, os clericais buscavam realizar através das Cruzadas dois objetivos em um único: ao mesmo tempo em que os sacerdotes “higienizavam” a sociedade dos miseráveis, evitando assim ter que “cortar as suas cabeças”, podia-se conquistar algum lucro, como escravos, terras e outros bens para os ambiciosos interesses da Igreja.
Isso fica evidente na forma como as Cruzadas eram organizadas, formadas pelos “restos humanos”: todos aqueles que não tinham condições de patrocinar a poderosa máquina católica de tortura. Os combatentes eram lançados à própria sorte em combates, desprovidos de armas e recursos. À exemplo, as Cruzadas das Crianças foi formada por cerca de 30 mil meninos desarmados que, acompanhados pelo Espírito Santo, morreram em combate ou foram escravizados pelos turcos.
Os que partiam para lutar em nome de Deus partiam com a certeza da morte, mas como recompensas tinham seus pecados perdoados e a vida eterna garantida. Os que não morriam em combates nem eram escravizados, morriam de fome ou de doença, uma simples infecção bastava devido as condições precárias de higiene. Um médico cristão a respeito da precariedade de vida faz um relato chocante:
(…) Apresentaram-me um cavaleiro que tinha um abscesso em uma perna e uma dona aflita pelo definhamento. Fiz um emplastro no cavaleiro, e o abscesso abriu e melhorou; prescrevi uma dieta para a mulher, com pouco tempero. Quando eis que chegou um médico franco, que disse: “Esse aí não sabe curar ninguém”. E, dirigindo-se ao cavaleiro, perguntou: “O que prefere, viver com uma só perna ou morrer com duas pernas?” Tendo este respondido que preferia viver com uma só perna, ordenou: “Tragam-me um cavaleiro corajoso e um machado afiado”. Chegaram o cavaleiro e o machado, e eu estava ali presente. O médico colocou a perna sobre um pedaço de madeira e disse ao cavaleiro: “Desça-lhe uma machadada, para cortar de pronto!” E, diante de meus olhos, deu a primeira machadada e, não conseguindo arrancar a perna, deu a segunda; a medula da perna jorrou e o paciente morreu na hora. Após examinar a mulher, ele disse: “Essa aí tem o demônio na cabeça, apaixonado por ela. Cortem-lhe os cabelos”,. Foram cortados, e ela voltou a comer o alimento deles, com alho e mostarda, e o definhamento aumentou. “O diabo entrou na cabeça dela”, sentenciou ele, e pegou a navalha e abriu a cabeça dela em forma de cruz, extirpando o cérebro até aparecer o osso da cabeça, no qual esfregou sal… e a mulher morreu na mesma hora. Naquele momento, perguntei: “Ainda precisam de mim?” Responderam que não e fui embora, depois de aprender o que ignorava da medicina deles. – Francesco Gabrieli apud Livro Negro do Cristianismo: dois mil anos de crimes em nome de Deus. Jacob Fo & cols. Ediouro:2005.
Lamentavelmente, as Cruzadas foi apenas um evento ao longo de uma série que remonta a história sangrenta do cristianismo e da Igreja; esta última em sua versão católica e sacramentada após a morte de Cristo.
A Igreja Católica não toca nesses assuntos, contra eles adota o silêncio, não em sinal de respeito pelos milhares de rostos agonizantes que estão sepultados por trás de todo ouro do Vaticano, seus disparates se fazem ouvir por todo ocidente e em boa parte do oriente com freqüência, como nas pronúncias contra o aborto, a defesa da instituição casamento, a excomungação dos homossexuais, a degradação do prazer sexual sob o pretexto do “recato”, etc. Além, é claro, desavergonhadamente, enquanto instrumento histórico de guerra, o catolicismo oficial faz entoar através da figura cadavérica do papa, em suas “Cruzadas Modernas”, a necessidade urgente de paz entre os povos.
Parece ser consenso entre uma ampla maioria que a paz é fundamental para a evolução das culturas, e, portanto, devemos lutar por ela. Entretanto, quem ao longo de milênios se especializou em matar, torturar, destruir e roubar, separando povos e espalhando o terror em nome de uma doutrina moral elencada em valores deturpantes da vida, criados talantemente pelos corredores oficiais da Igreja, não parece estar em condições de entender de pacificidade, amor, respeito, honestidade e outras qualidades que nos remetem à paz.
Outro fato presente que evidencia a sagacidade do Vaticano em mover as peças de acordo com seus interesses, é a “compaixão” do papa por todas as “criancinhas” que foram vítimas da abstinência sexual “sagrada” de alguns padres. A igreja católica chegou, inclusive, a pagar supostas indenizações a essas vítimas, o que representa meras quinquilharias diante do tesouro acumulado durante o rolar das cabeças.
Impossível seria reunir toda sujeira que representa a história do cristianismo e da Igreja criada por São Paulo e os apóstolos até os dias atuais, enquanto uma instituição política, social e cultural das mais perigosas.
Cruzadas, inquisições, apoio ao nazismo e fascismo, extermínio de judeus, apoio as mais cruéis ditaduras no Brasil, Chile, Peru, Argentina, Indonésia, etc., são apenas algumas das barbáries escamoteadas entre as luxúrias do Vaticano.
Estudamos o período das ditaduras na América do Sul e em outros continentes, vemos professores com ímpeto massacrar líderes sanguinários como Hitler, Mussolini e Pinochet, mas em raríssimas ocasiões nos falam também do suporte, dos interesses e das participações sanguinárias do Vaticano e sua gangue que colocam todos esses líderes no amadorismo.
Cabe aqui, perfeitamente um alerta de Nietzsche que nos diz: quem quiser dar prazer aos deuses, deve antes dar um festival de crueldades. – E, em se tratando do Deus cristão e sua doutrina, sobretudo, a que foi deturpada ainda mais pelos apóstolos e institucionalizada pela Igreja depois de Cristo, é bom que não se deixe faltar sangue e muito ódio.
Sirleide da Rocha
dezembro 23rd, 2008 at 13:04
Boa Tarde! Concordo plenamente, e por que não, diria até que assino embaixo de quase tudo o q vc escreveu. Vejo por trás de suas palavras grande sinceridade em se preocupar, com essa falácia sobre amor fraterno, paz e caridade que não só o catolicismo romano propala, como vc disse afinal de contas, são séculos de experiência na arte de exterminar e enrolar o povo, não de enganar, porque o que querem é ser enrolados, dá menos trabalho, e depois, pouco estão se importando com isso ou aquilo. Enfim, o cristianismo quase que em geral, parece não atribuir valor algum ao tão anunciado, denunciado e já descartado amor ao próximo. Pelos nomes citados, talvez vc seja ateu. Não importa, cada um segue o que lhe convém. Veja que se vc o for, precisa seguir, a semelhança dos que seguem alguma religião, algum tipo de doutrina, de ensinamento. Mas, preciso é que se diga algo sobre Yhaweh e alguns de seus adeptos, os apóstolos, que aliás vc citou. Quanto a derramar sangue para agradá-lo, embora vc haja dito ‘deuses’, só o diz quem não lê as Sagradas Escrituras com atenção. Quando Ele mandou que o fizesse, haviam motivos. Nunca deixou passar em branco os erros dos que lhe eram mais chegados. Preferiu entregar Seu Filho nas mãos de pecadores e ver-lhe o sangue derramado, e perder-lhe a companhia por um pouco de tempo, do que ver um planeta inteiro ser dizimado eternamente por causa da trasgressão. Bem diferente da ICAR, que só vizava lucros, e poder, se exaltando acima de tudo e de todos. No livro de Apoc., quando Deus se levantar para defender a sua justiça, diz que aTerra não mais vai encobrir o sangue dos que foram mortos. Mas o que um ateu entende de justiça, uma vez que sua doutrina mor é que sobrevive o mais forte, o melhor adaptado para enfrentar e se sobrepor ao meio em que vive. O que me salta aos olhos, é que esta q vc denúncia não faz outra coisa senão levar isso ao “pé da letra” como diriam alguns. Claro que cada qual ao seu modo, dentro do seu campo de visão, aproveitando o que as circunstâncias lhe oferecem, ou e, criando e determinando predestinadamente um evento para lhe servir aos propósitos, não é mesmo? Quanto aos apóstolos, mais sábio é quem se cala, do que quem fala do que não sabe, pois se soubesse de verdade não diria o que disse. Como já disse alguém: Neste mundo parece que “tudo é relativo”, depende muito, de que com qual olho está sendo vista uma situação. Nós temos a mania de apontar o dedo e de nos mostrarmos tão indignados a ponto de pedir a cabeça de um assassino confesso, ao ponto que para Deus, quem odeia a seu irmão é assassino e Jesus disse que se um homem olhar para uma mulher e desejar ela em seu coração, já pecou, isso Ele disse a respeito do adultério. Mas para um ateu isso não existe não é mesmo? Deve ser algo assim como o macho mais forte, tem autonomia sobre as “fêmeas do rebanho”, e pela força, conquista o direito de passar o seu genes para a próxima geração. Do ponto de vista de ter de se submeter a autoridade de, ou ter que prestar contas a, é muito mais fácil não? Tá vendo? No geral o homem gosta de tudo o que lhe convém por ser, geralmente o mais fácil com o que ele consegue lidar. Sua preocupação e denúncia são oportunas. Mas há que se dizer que ‘uns’ buscam apoio dos ‘outros’. Tudo não passa de jogo de interesses. E a carta por baixo das mangas sempre vai ser “A lei do mais Forte” ,ou quem sabe do ‘mais esperto’. Só quero que vc saiba q com Yahweh não é assim. Ele é Deus. O único e verdadeiro. Quer queiramos ou não. E isso me convém. E vc nem imagina como me convém. Sei que não sou a mais eloquente (não se usa mais trema) das pessoas, mas sei q vc é inteligente e vai saber o q estou te falando. Carinhosamente, Sirleide da Rocha.
adv
dezembro 24th, 2008 at 8:56
@Sirleide da Rocha: bem Sirleide, obrigado por acrescentar, no entanto, não me encaixo nessa sua concepção de ateu: “(…) que um ateu entende de justiça, uma vez que sua doutrina mor é que sobrevive o mais forte, o melhor adaptado para enfrentar e se sobrepor ao meio em que vive.” – Portanto, acredito que não tenho algo mais a acrescentar em relação ao seu comentário que está repleto de valores… cristãos. Se eles lhe fazem bem, não há por que de se inquietar diante das minhas palavras; se elas não serviram, jogue-as fora, tal como eu me sinto bem jogando fora todos os conteúdos valorativos dos apóstolos.
Justo
fevereiro 23rd, 2009 at 13:19
Além das cruzadas, nós temos também os Jesuitas.
natalia
março 10th, 2009 at 6:37
muito bom o texto concordo com tudo que disse,esse texto foi otimo para a elaboracao do meu trabalho!
Dayane
agosto 8th, 2009 at 8:00
amei me ajudou de mais no meu trabalho obrigadoooo
f i b barb
agosto 13th, 2009 at 9:49
o partido ou seita catolica sempre será um atraso para humanidade,foi fundada pelo o constantino.