Os segredos do Vaticano: muito sangue e terror ao longo da históriaAs Cruzadas foram expedições cristãs ocorridas entre os séculos XI e XIII com o objetivo de saciar a sede da Igreja por novas terras: tomar a “Terra Santa” dos muçulmanos e, não menos importante, escravizar e saqueá-los. Podemos entender perfeitamente as Cruzadas como “Guerras em nome de Deus”, coloridas com muito sangue derramado da ponta da espada que reluzia o nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo.

Tirando os pretextos oficiais da Igreja, os clericais buscavam realizar através das Cruzadas dois objetivos em um único: ao mesmo tempo em que os sacerdotes “higienizavam” a sociedade dos miseráveis, evitando assim ter que “cortar as suas cabeças”, podia-se conquistar algum lucro, como escravos, terras e outros bens para os ambiciosos interesses da Igreja.

Isso fica evidente na forma como as Cruzadas eram organizadas, formadas pelos “restos humanos”: todos aqueles que não tinham condições de patrocinar a poderosa máquina católica de tortura. Os combatentes eram lançados à própria sorte em combates, desprovidos de armas e recursos. À exemplo, as Cruzadas das Crianças foi formada por cerca de 30 mil meninos desarmados que, acompanhados pelo Espírito Santo, morreram em combate ou foram escravizados pelos turcos.

Os que partiam para lutar em nome de Deus partiam com a certeza da morte, mas como recompensas tinham seus pecados perdoados e a vida eterna garantida. Os que não morriam em combates nem eram escravizados, morriam de fome ou de doença, uma simples infecção bastava devido as condições precárias de higiene. Um médico cristão a respeito da precariedade de vida faz um relato chocante:

(…) Apresentaram-me um cavaleiro que tinha um abscesso em uma perna e uma dona aflita pelo definhamento. Fiz um emplastro no cavaleiro, e o abscesso abriu e melhorou; prescrevi uma dieta para a mulher, com pouco tempero. Quando eis que chegou um médico franco, que disse: “Esse aí não sabe curar ninguém”. E, dirigindo-se ao cavaleiro, perguntou: “O que prefere, viver com uma só perna ou morrer com duas pernas?” Tendo este respondido que preferia viver com uma só perna, ordenou: “Tragam-me um cavaleiro corajoso e um machado afiado”. Chegaram o cavaleiro e o machado, e eu estava ali presente. O médico colocou a perna sobre um pedaço de madeira e disse ao cavaleiro: “Desça-lhe uma machadada, para cortar de pronto!” E, diante de meus olhos, deu a primeira machadada e, não conseguindo arrancar a perna, deu a segunda; a medula da perna jorrou e o paciente morreu na hora. Após examinar a mulher, ele disse: “Essa aí tem o demônio na cabeça, apaixonado por ela. Cortem-lhe os cabelos”,. Foram cortados, e ela voltou a comer o alimento deles, com alho e mostarda, e o definhamento aumentou. “O diabo entrou na cabeça dela”, sentenciou ele, e pegou a navalha e abriu a cabeça dela em forma de cruz, extirpando o cérebro até aparecer o osso da cabeça, no qual esfregou sal… e a mulher morreu na mesma hora. Naquele momento, perguntei: “Ainda precisam de mim?” Responderam que não e fui embora, depois de aprender o que ignorava da medicina deles. – Francesco Gabrieli apud Livro Negro do Cristianismo: dois mil anos de crimes em nome de Deus. Jacob Fo & cols. Ediouro:2005.

Lamentavelmente, as Cruzadas foi apenas um evento ao longo de uma série que remonta a história sangrenta do cristianismo e da Igreja; esta última em sua versão católica e sacramentada após a morte de Cristo.

A Igreja Católica não toca nesses assuntos, contra eles adota o silêncio, não em sinal de respeito pelos milhares de rostos agonizantes que estão sepultados por trás de todo ouro do Vaticano, seus disparates se fazem ouvir por todo ocidente e em boa parte do oriente com freqüência, como nas pronúncias contra o aborto, a defesa da instituição casamento, a excomungação dos homossexuais, a degradação do prazer sexual sob o pretexto do “recato”, etc. Além, é claro, desavergonhadamente, enquanto instrumento histórico de guerra, o catolicismo oficial faz entoar através da figura cadavérica do papa, em suas “Cruzadas Modernas”, a necessidade urgente de paz entre os povos.

Parece ser consenso entre uma ampla maioria que a paz é fundamental para a evolução das culturas, e, portanto, devemos lutar por ela. Entretanto, quem ao longo de milênios se especializou em matar, torturar, destruir e roubar, separando povos e espalhando o terror em nome de uma doutrina moral elencada em valores deturpantes da vida, criados talantemente pelos corredores oficiais da Igreja, não parece estar em condições de entender de pacificidade, amor, respeito, honestidade e outras qualidades que nos remetem à paz.

Outro fato presente que evidencia a sagacidade do Vaticano em mover as peças de acordo com seus interesses, é a “compaixão” do papa por todas as “criancinhas” que foram vítimas da abstinência sexual “sagrada” de alguns padres. A igreja católica chegou, inclusive, a pagar supostas indenizações a essas vítimas, o que representa meras quinquilharias diante do tesouro acumulado durante o rolar das cabeças.

Impossível seria reunir toda sujeira que representa a história do cristianismo e da Igreja criada por São Paulo e os apóstolos até os dias atuais, enquanto uma instituição política, social e cultural das mais perigosas.
Cruzadas, inquisições, apoio ao nazismo e fascismo, extermínio de judeus, apoio as mais cruéis ditaduras no Brasil, Chile, Peru, Argentina, Indonésia, etc., são apenas algumas das barbáries escamoteadas entre as luxúrias do Vaticano.

Estudamos o período das ditaduras na América do Sul e em outros continentes, vemos professores com ímpeto massacrar líderes sanguinários como Hitler, Mussolini e Pinochet, mas em raríssimas ocasiões nos falam também do suporte, dos interesses e das participações sanguinárias do Vaticano e sua gangue que colocam todos esses líderes no amadorismo.

Cabe aqui, perfeitamente um alerta de Nietzsche que nos diz: quem quiser dar prazer aos deuses, deve antes dar um festival de crueldades. – E, em se tratando do Deus cristão e sua doutrina, sobretudo, a que foi deturpada ainda mais pelos apóstolos e institucionalizada pela Igreja depois de Cristo, é bom que não se deixe faltar sangue e muito ódio.

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