A dor e o sofrimento vivenciados nos estados de doença preparam o palco para um contato íntimo com o Ser – encontro confidencial consigo mesmo. Corremos tanto: trabalhamos e estudamos, buscamos números, títulos e outros elementos para quê? – Porque o mundo é assim, dirão as vozes já bem polidas pela civilização que instalaram um império para que o Ser não tenha momentos para si mesmo.

Que mundo? O mundo forjado por nós pela marca de um conhecimento sem conhecimento? – Esse mundo, moldado às regalias, costumes, utilidades e interesses de alguns, apresenta um banquete de ideais a ser servido no além, de tal forma que, nossa criação, tem, até o momento, se configurado em um quadro do terror que nos causa pesadelos em séries de desprazer: ficamos doente da cabeça e do corpo.

Mas quem sabe aí, em cada centelha de dor e sofrimento, encontra-se novas cores para colorir a vida, pintando um quadro que lhe é próprio, uma bela obra de arte que no fim das coisas repousa sobre uma complacência que ri com os ditirambos: essa foi a minha vida!

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