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Não foi Nietzsche que matou, mas Deus está morto!
16ago2008 Categoria(s): Filosofia Autor: adv
Deus está morto! - Com essa frase provocativa Nietzsche sintetizou um momento histórico de sua época. Aqui, Nietzsche não quis dizer o que comumente as pessoas acreditam significar a frase, isto é, enquanto expressão do ateísmo, Nietzsche enquanto o “assassino” de Deus, uma crítica aos religiosos, a morte física de Deus, entre outras interpretações vagas que não buscam além de uma mera interpretação literal de uma frase fora de contexto.
Nietzsche tem muitas frases que chamam a atenção do leitor, é justamente para provocá-lo, para exigir que não o ouça enquanto um devoto mas que busque interpretações, para instigá-lo à lançar mais do que um olhar à realidade e desconfiar de tudo: ir para além do bem e do mal.
Buscarei aqui apresentar alguns desdobramentos dos vários que são possíveis dentro dessa instigante provocação de Nietzsche: a morte de Deus. Quem o matou? Por quê?
A morte de Deus é anunciada inicialmente na obra A Gaia Ciência (1882) no aforismo 125:
O homem louco - “Não ouviste falar daquele homem louco que, em plena manhã clara, acendeu um candeeiro, correu para o mercado e gritava incessantemente: Estou procurando Deus! Estou procurando Deus! Então como lá se reunissem justamente muitos daqueles que não acreditavam em Deus, provocou ele então grande gargalhada. (…) O homem louco saltou em meio a eles e disse: nós o matamos, vós e eu! (…) Não sentimos o cheiro da putrefação divina? - também os deuses apodrecem! Deus está morto! Deus continua morto! E nós o matamos! (…) A grandeza deste feito não é demasiado grande para nós? Não teríamos que nos tornar, nós próprios, deuses, para apenas parecer dignos dela?”
Primeira constatação é que não foi Nietzsche que disse “Deus está morto”, foi o homem louco, isto é, o homem que não está preso à razão, à metafísica e a um sistema de valores moral que coloca o mundo em oposições dualistas entre o “certo” e o “errado”, a “verdade” e a “mentira”, entre outras que, ingenuamente, o homem até então, acredita que são marcas inerentes à vida.
Este homem, o louco, é antes de tudo aquele que lança sobre a vida diferentes olhares e perspectivas, não estando interessado em encontrar nenhuma “verdade” ou “mentira”, pois sabe que a vida não comporta medidas. Desse modo, ele dança alegremente com várias melodias, busca ouvir os seus impulsos e o seu corpo, usa a razão e o conhecimento para o bem-viver e sabe que as leis da razão foram inventadas por nós. Assim, ele se vê diante do inaudito, isto é, de um mundo e de uma vida que emanam uma multiplicidade de forças casuais da qual ele jamais poderá apreender em sua totalidade, e seu próprio corpo também entra nessa relação, de tal forma que os potenciais que se revelam no instante somente são apreendidos enquanto representações.
Dentro do contexto da época, a morte de Deus é um olhar de Nietzsche sobre a história, mostrando uma ruptura da teologia com o homem moderno que coloca a razão acima de todas as coisas. É interessante levar em conta que a crítica de Nietzsche não é a razão enquanto capacidade do homem, mas sim enquanto objeto de supremacia humana, isto é, como se a razão fosse a chave para todos os enigmas. Nesse sentido, a ciência moderna é tão dogmática quanto o cristianismo, na medida em que acredita que o mundo e os fenômenos carregam uma “verdade” inerente na qual o homem, debruçando-se através da razão, passa a descobrir.
O homem louco percebeu que a ciência moderna, a revolução científica, os ideais renascentistas e iluministas, o pensamento racional de Descartes, Kant e outros, tinham destronado Deus na medida em que os homens deixaram, cada vez menos, de precisar das explicações teológicas e passaram a acreditar na razão enquanto divindade. Nesse sentido, Deus apenas perdeu o trono para o “deus Razão”. Também é esta razão que os ateístas da época tomavam como fio condutor para denegrir as religiões, mas Nietzsche também atinge os ateus, pois eles deixaram de crer em Deus e passaram a crer na Razão, isto é, estão presos a dogmas, protocolos, leis e ao pensamento linear de causa e efeito.
As pessoas, por mais religiosas que fossem, passaram a ir menos até o padre buscar uma cura para suas doenças e passaram a ver na ciência uma solução melhor. Doenças que antes eram incuráveis passaram a ser facilmente tratadas graças ao desenvolvimento científico que vinha numa crescente desde o século XVII. É assim que a humanidade vai matando Deus; religiosos, ateus, cientistas e homens comuns, todos nós o matamos. A idade moderna representa então, o destronamento de Deus e, como “a grandeza deste feito é demasiada grande para nós”, o homem louco nos provoca: “Não teríamos que nos tornar, nós próprios, deuses, para apenas parecer dignos dela?” - Deixando em aberto a vinda do homem que iria transceder os valores para além do bem e do mal, o além-do-homem.
“Deus está morto” é uma “imagem” nietzschiana do homem moderno que passa a negar os valores cristãos, isto é, retira Deus do trono e coloca no lugar o Homem-racional. Este homem é aquele que despreza o corpo, os instintos, os impulsos e tudo aquilo da qual ele não pode conhecer; ele passa a acreditar que tudo tem um selo de “verdade” ou “mentira”, que algo “é” ou “não é”, além de ser dominado por um pensamento linear que não consegue olhar para os fenômenos e apreendê-los enquanto multiplicidade de relações interagindo das quais ele jamais poderá conhecer em totalidade.
A constatação de que “Deus está morto” não é uma novidade que só surgiu em Nietzsche, a razão já começava a mostrar suas limitações e o cheiro do apodrecimento de Deus já exalava forte. No bojo das transformações, os séculos XIX e XX, trazem desconfiança à razão. Marx e Freud dão força a esse movimento, apontam que aquilo que achamos conhecer não é de autoria do nosso próprio “Eu-Razão”; de um lado, em Marx, há os processos sociais que transformam nosso conhecimento, e em Freud, os processos inconscientes. Ainda, viriam as guerras e a crença da humanidade no progresso proporcionado pela razão e visto enquanto salvação e redenção de todos os problemas seria abalada.
E é aqui que surge o grande pensador Nietzsche, revelando-se quase que um “profeta” de um momento que viria a se instaurar: o contexto atual que uns chamam de pós-modernismo, mas mais importante que o termo, é conseguir ver que nossa época é marcada pelo “nada”. Nem Deus e nem Razão, o Nada e o Vazio são características do pensamento do homem atual.
Pouco nos importamos com o conhecimento enquanto busca de sentido e superação num fazer-desfazer criativo da vida; os problemas existenciais e as angústias dos homens são ocultadas em nome do homem liberal que só tem tempo para o trabalho e o acúmulo de riquezas. Buscamos aquele “conhecimento receituário”, rápido, dos cursos técnicos e operacionais que formam cada vez mais “especialistas” que só conseguem ver o mundo sob a ótica de sua lente e nada mais além disso; de tal forma que os desencontros entre os conhecimentos são gritantes; ao invés de uma multidisciplinaridade de integração dos conhecimentos, presenciamos os marxistas, liberais, psicanalistas, biólogos, historiadores, médicos, advogados, economistas, Deus e o Diabo, que se debatem em defesa de suas “verdades” na ingênua crença de que o conhecimento que eles possuem são o retrato fiel do mundo. Buscamos consolo nas mercadorias de tal forma que nossa felicidade sempre está na vitrine e nunca conosco, somos “isso” ou “aquilo” dependendo do que consumimos.
Esse homem, chamado por Nietzsche de niilista passivo, penso que é a grande contribuição enquanto desdobramento da constatação da morte de Deus. Nietzsche no século XIX anunciou o que estaria por vir. Porém, Nietzsche também vê nesse momento, onde o “nada” diante da vida surge como sintoma do homem contemporâneo, potencialidades para superação, para transvaloração dos valores de sua época. Aponta-nos o cristianismo como exemplo: o cristianismo mudou radicalmente a concepção de mundo e homem, transformou os valores até então vigentes e, quem acreditou que uma religião clandestina, surgida da miséria de alguns não iria se alastrar por todo ocidente, e ainda, influenciando boa parte do oriente, acabou se enganando. Mas isso demorou séculos, de tal forma que não devemos nos render diante da vida, no sentimento pessimista ou niilista que nos convida para adotar uma postura passiva diante de um contexto que parece esgotar todas as forças.
Para Nietzsche, são em momentos de grandes inquietações e questionamentos que podem surgir condições para que o homem resgate o seu Ser. Resta-nos saber se esse homem, que transformará os valores até então vigentes de sua época, irá criar valores para viver a vida sem ser escravo de si mesmo, isto é, aquele homem que deixa de viver somente em função de uma idéia de julgamento criada por ele mesmo, ou se os novos valores irão “quebrá-lo” novamente.
O homem louco sabia que os homens da sua época não estavam preparados para se tornarem órfãos, de tal forma que as massas riam de suas idéias. Esse viés também está presente em Zaratustra, o profeta persa e o próprio Nietzsche sabiam que suas idéias eram para homens póstumos: aqueles que conseguissem se libertar dos preconceitos e dos pesos de sua época, tornando-se espíritos livres capazes de experimentar diferentes perspectivas para além do pensamento racional linear, do platonismo, do socratismo, da metafísica e da moral que se coloca acima da vida.
Os desdobramentos da morte de Deus em Nietzsche fogem às pretensões desse artigo, encontrando sustentação não só nas conseqüências niilistas, como também, na superação à partir da compreensão da vida enquanto vontade de potência e seus enlaces com o eterno retorno. No entanto, por ora, foi a intenção mostrar o quanto a frase “Deus está morto!” é tão mal compreendida.
Uma má compreensão tipicamente do homem pós-moderno que não tem tempo para o que não flui rapidamente. Assim, folhear um livro que não for uma leitura fácil, rápida e que lhe prometa sucesso e felicidade está fora de seu interesse.
Para o “conhecimento” ele apenas reserva um olhar que passa entre frases ou trechos fora do contexto e acredita que compreendeu quem era, quem foi, e o que pensou o autor. - De tal forma, essa compreensão compreende apenas a própria ignorância que olha para o passado com os olhos do presente pedindo suplício no futuro.
*Imagem: Paranoiac Visage, 1935, Salvador Dali
Kátia Pinheiro
agosto 18th, 2008 at 12:47
Olá, excelentes esclarecimentos. Diante de tantas má interpretações que Nietzsche carrega vejo como fundamental um texto como o seu. Tenho visto outros artigos seu sobre o filósofo e vejo que parece realmente compreender o autor, o que é difícil, visto que, não só a “teoria” do Nietzsche é de difícil compreensão, mas também os próprios obstáculos que se fazem pelo senso comum. Parabéns pelo blog em geral e pela competência em tentar levar assuntos como esse em um canal de comunicação que priza o “comercial” em detrimento do conhecimento.
Kátia Pinheiro
agosto 18th, 2008 at 12:48
Aliás, outra coisa, tenho encontrado muita dificuldade para compreender o “Zaratustra” do Nietzsche, você tem algum artigo ou algo para facilitar um pouco? Pois a cada frase do livro eu fico “perdida” =)
adv
agosto 18th, 2008 at 15:15
@Kátia Pinheiro: Olá Kátia, obrigado. Penso que você começou pelo mais “difícil”. Particularmente, o Zaratustra foi o livro mais lindo que já li, e que mais contribui enquanto conhecimento, porém, o “difícil” dele é devido a linguagem “poética” do Nit, uma linguagem artística justamente para “provocar” no leitor a buscar suas interpretações sem ficar preso a ele Nit. O livro está repleto de metáforas, muitas delas nos remetendo a conceitos centrais do filósofo ou então provocações dos elementos da crítica de Nit (moral, cristianismo, platonismo, socratismo, Richard Wagner…). Nesse sentido, eu recomendaria, antes, vocÊ se familiarizar com alguns conceitos do Nit, começar principalmente com a primeira obra, “O nascimento da tragédia” que acho fundamental enquanto subsídio para o restante de sua obra que posteriormente irá girar em torno da crítica à moral, ao conhecimento enquanto ideal construído no mundo supra-sensível, vontade de potência, transvaloração, além-do-homem… No entanto, caso você queira ir direto ao Zaratustra, o filósofo Roberto Machado tem uma obra (não me lembro o nome) que trata especificamente do “Assim falou Zaratustra”, vale a pena conferir ;)
Valéria
agosto 21st, 2008 at 14:27
Excelente o teu texto. Muito objetivo e esclarecedor mostrando a grande agonia na está inserido nisso que se convenciona chamar de “modernidade”.
adv
agosto 21st, 2008 at 17:44
@Valéria: olá Valéria, se contribui em algo, esse post já cumpriu bem mais do objetivo ;)
Diálogos com a civilização - a loucura e a racionalidade - Eterno Retorno
agosto 25th, 2008 at 6:46
[...] Homem louco: expressão de Nietzsche para representar o homem que anunciou a morte de Deus; é aquele que se [...]
andre elias
setembro 6th, 2008 at 20:31
quem pe Nietzsche pra falar tamanha abrinhas, o que onde ele esta agora, eu tou filosofando alguen ai é capaz de me RESPONDER…. WAI ELE MORREU.. QUE PENA…. CEGOS DE MAIS PRA PERCEBER A VERDADE… DEUS EXISTE E ELE É O MESMO ONTEM, HOJE E AMANHA…. SE DUVIDA APENAS BUSQUE E O ACHARA SE ISSO NAO FOR VERDADE, EU NAO TARIA AQUI COMENTANDO ISSO, E CONTRA FATO NAO HA ARGUMENTO…. EU SOU UMA PROVA DA GRANDE EXISTENCIA DE DEUS
” DEUS ESTA MORTO ASSINADO NIETZCHE…. NIETZCHE ESTA
MORTO ASSINADO DEUS”"”
E AI QUEM TA ERRADO? APENAS PENSE SEI QUE VCS SAO INTELIGENTES… TUDO PROVA A EXISTENCIA DE DEUS
andre elias
setembro 6th, 2008 at 20:32
quem pe Nietzsche pra falar tamanha abrinhas, o que onde ele esta agora, eu tou filosofando alguen ai é capaz de me RESPONDER…. WAI ELE MORREU.. QUE PENA…. CEGOS DE MAIS PRA PERCEBER A VERDADE… DEUS EXISTE E ELE É O MESMO ONTEM, HOJE E AMANHA…. SE DUVIDA APENAS BUSQUE E O ACHARA SE ISSO NAO FOR VERDADE, EU NAO TARIA AQUI COMENTANDO ISSO, E CONTRA FATO NAO HA ARGUMENTO…. EU SOU UMA PROVA DA GRANDE EXISTENCIA DE DEUS
” DEUS ESTA MORTO ASSINADO NIETZCHE…. NIETZCHE ESTA
MORTO ASSINADO DEUS”"”
E AI QUEM TA ERRADO? APENAS PENSE SEI QUE VCS SAO INTELIGENTES… TUDO PROVA A EXISTENCIA DE DEUS
GOD BLESS ALL !!!!!!!!
adv
setembro 7th, 2008 at 9:08
@andre elias: parece-me que você está mais para “prova grande” da ignorância!!!
Matheus Nascimento
setembro 7th, 2008 at 11:13
Parabéns, está favoritado. Espero que escreva mais sobre Nietzsche que sem dúvidas é um dos maiores.
O pânico de Deus no jardim do Éden | Eterno Retorno
setembro 14th, 2008 at 10:20
[...] a desferir as diretrizes da conduta humana. Nietzsche então, nesse contexto, irá dizer que “Deus está morto!”, enquanto uma [...]
O que é pós-modernismo, modernidade tardia ou era do vazio | Eterno Retorno
setembro 21st, 2008 at 19:28
[...] é destronado - o homem científico matou Deus, constatou Nietzsche -, o plano divino não é negado, mas a vida terrena é separada da vida [...]
rodrigo baliza
setembro 26th, 2008 at 13:05
a casualidade me apresentou este blog, ando lendo-o sempre que possível. muito bom seu material. há muito tempo atras li um livro de nietzsche onde ele relatava passagens de sua infancia e, numa delas, falava sobre uma certa cena que teimava em aparecer na sua mente, mas que ele temia em aceitá-la. era justamente deus sentado num trono acima da terra e defecando sobre a humanidade. sempre tive problemas em aceitar “o deus vivo”, mas depois que li o tal livro desanimei de vez com religiao/religiosidade. mas o que vem ao caso é que adoro seus textos - parabens pela iniciativa - moro no interior e por aqui ninguem aceita questionar deus - obrigado
adriel
setembro 26th, 2008 at 19:37
@rodrigo baliza: Olá Rodrigo, eu não conheço esse sonho, embora sei que é possível encontrar na obra de Nit vários relatos de sonho, um dos mais famosos é aquele do pai dele que levanta da sepultura e vai buscar o irmão de Nit que tempos depois vem a morrer, o que causa assombro em Nit. Penso que questionar um religioso não é o melhor caminho, a religião pode ser boa, é uma forma de dar sentido a vida, vale lembrar que o próprio Nit não criticava as religiões, sua crítica se dirigia ao cristianismo que se vingou com o apóstolo Paulo devido ao sistema de valores de negação da vida que este carrega.
Fico “feliz” que tenha partido de você o questionamento do cristianismo (suponho que o seja essa a religião que você suscitou) e de alguma forma não tenha aceitado os dogmas tirânicos que saem etiquetando o mundo com “verdades universais”; acho que é por ai o caminho, do contrário, se for algo imposto pelos “ateus” aos “religiosos” fica no embate de um defendendo uma “verdade”. Assim como você, tb não precisou nenhum ateu me “converter”, simplesmente senti-me curioso com o curto livro do Nit intitulado “O anticristo”… e ai minha visão de mundo passou a visões de mundos, sempre em constantes transformações.
Obrigado pelo seu exposto, isso sem dúvida serviu para “enriquecer” este espaço ;)
rodrigo baliza
setembro 27th, 2008 at 7:38
perdoe-me pela ignorancia, mas nao foi nit que contou sobre o sonho do trono e sim jung no livro memoria, sonhos e reflexoes. de uns tempos pra ca minha memoria teima em pregar certas peças em mim :)
carlos
setembro 29th, 2008 at 18:59
Rodrigo, parabens pelo artigo. É de uma leveza poética e destrincha o pensamento do grande Nit de forma placida, suave, não assusta.
Quanto mais me lanço eu Nietzsche mais encontro de mim nele, dele em mim e de mim em mim mesmo, me ajudando a enteder um pouco mais da minha propria subjetividade e da subjetividade humana.
A clarevidencia com Nit previu o devir é espantosa. Ao se declarar um filosofo que ja nasceu postumo revelou além de sua propria angustia (ela não compreeensão de sí mesmo e de seu pensamento, por parte de seus conteporaneos)uma sensibilidade profunda do que estaria aporvir, e de quanto as sua obra hoje serve para questionamentos e investigações na transvaloração ( se assim posso dizer) em busca de um nova Ecosofia, que seja uma esperança última no Além do Homem como idealizador e construtor de seu mundo, seu conhecimento e seu destino.
Hay que tener coragem!
carlos
setembro 29th, 2008 at 19:02
Sorry galera pelo erros de digitação no comentario anterior.
Luz
outubro 14th, 2008 at 6:54
Diálogo de um sacerdote e um ateu:
Sacerdote: Ouvi dizer que você não acrdita em Deus,
por qual motivo?
Ateu: Deus não exite…
Sacerdote: Quem te disse isso?
Ateu: Bem, algumas pessoas “inteligentes” disseram!
Sacerdote: Então você acredita nestas pessoas “inteligentes”?
Ateu: Sim, acredito!
Sacerdote: Olha deixe-me te dizer algo; o ateísmo é a crença mais hipócrita e perigosa da vida e te digo porquê.
Suponhamos que um homem ceria em Deus e pratique todos os princípois bíblicos no curso de sua vida. Ao final este homem morre e passa para a eternidade. Deus o recompensou por sua vida na terra e por sua fé. Agora suponhamos que Deus não exista, o que este homem irá encotrar lá do outro lado da vida? Nada! Neste caso, morreu, acabou!
Agora vejamos o outro lado dessa história…
Outro cidadão, ateu, camarada inteligente, mestrado em várias ciências, orgulhoso de seu vasto conhecimento, quase se achava um “deus”, viveu sua vida negando Deus e amaldiçoando-O em todas as oportunidades. Esse cara era sincero na sua crença na “descrença”. Esse camarada no fina de sua vida também morreu. Suponhamos novamente que Deus não exista, o que acontecerá com este camarada ateu? Nada! Morreu acabou! Agora suponhamos que Deus exite exatamente como a Bíblia relata, aqui está o grande problema do ateísmo: o que acontecerá com este camarada ateu?
O que Deus fará com aqueles que não crêem n’ Ele?
Vocês todos sabem, não preciso dizer! Está escrito!
Isso sim é ser ignorantnte e burro!
Expressa fé em Deus continua sendo a jeito seguro de viver a vida, quando nao se sabe o que vem após o além. Eu não quero ter Deus como meu inimigo quando eu deixar esta vida!
Pense nisso!
Rudah
novembro 23rd, 2008 at 11:21
Luz… então é esse o seu Deus? um Deus vingativo? que se vinga das pessoas se elas não forem “boas”? (ética moralista cristã). Esse deus que me deixa sem saída…. ou acredito nele ou serei castigado pela eternidade?…. Esse Deus tirano e arbitrário? Se esse é seu Deus quero ficar bem longe dele…..boa sorte com ele!!
adv
novembro 23rd, 2008 at 15:53
hehehe, Pai malvado, ou obedece ou sofre.
Jonathas de Oliveira Cerqueira
dezembro 20th, 2008 at 21:00
Pensar em Deus agindo como um homem, só que superpoderoso e cuja vontade expressa “verdades” absolutas, ou como um ser especial e celestial, é mera idolatria e demonstra uma mentalidade primitiva.
Na verdade, o próprio uso da palavra “Deus” já carrega inúmeras intervenções humanas que corromperam totalmente o sentido de Absoluto, de Essência de vida.
Monoteístas: um Deus que se impõem pelo medo, que age como humano e cuja existência requer inúmeras justificativas e está envolta em profundas contradições, não merece atenção. Mas se vocês precisam desse tipo de consolo e esperança para viver… Sinto muito.
Ateus: negar este Deus é negar algo que não existe… Sugestão: ignorem-no.
Feliz 2009 a todos! Aproveitem e FAÇAM suas vidas! SEJAM!
Codorna
dezembro 24th, 2008 at 14:12
Luz, um cagão chamado Pascal escreveu algo muito similar ao seu comentário.
Vamos pensar de maneira diferente. Suponha que Deus exista, um ateu viveria mais, já que o fiel tem que “agradar Deus”. Porém após a morte papai não gostaria do ateu e quem se daria bem seria o fiel. Agora suponha que Deus exista. Novamente o ateu viveria mais. E após a morte como papai não existe nada acontece.
Analisando o que acabei de escrever posso concluir que ser ateu é mais vantajoso.
elton
dezembro 30th, 2008 at 7:41
Nietzsche é uma força da natureza que se venerou como uma força explosiva . é um super homem !!!!
Mario Angelo
janeiro 28th, 2009 at 6:40
Eu amo ao Deus Vivo. Amo a Jesus Cristo e sou realmente feliz. Ainda hoje falei com Ele e, Ele comigo.
Fernando
maio 7th, 2009 at 16:57
Parabéns pelo texto e pelo blog. É muito importante a discussão de textos extraordinários como os de Nietzsche, textos que a grande maioria teme e prefere evitar (como alguns comentários sem fundamento aqui em cima).
Há algum tempo eu entrei em contato com os textos de nit e fiquei encantado com a maneira poética como ele escreve. Não gostaria de entrar na disussão de “existência ou não” pois acho que esse maniqueismo empobrece o diálogo. Porém, (falo aos niilistas passivos) é importante que se conheça as idéias, mesmo que não concorde com elas, é interessante saber porque foi dito que “Deus está morto”.
Como a maioria, cresci numa casa de pilares morais cristãos, mas nit e outros pensadores como Deleuze e Gattari me ajudaram a perceber que esses pilares são de papel. A fundamentação da moral que me foi “imposta” é de fácil esgotamento, não se consegue ter uma conversa interessante (não falo de maieutica) com os “donos da moral” sem que eles profiram argumentos vagos do tipo “é, e pronto”.
Isso não basta pra mim! A inquietude gerada pela certeza de um fim não será amenizada (não profundamente) pela metafísica ou pelos -ismos que há por aí.
Vamos tentar viver o Eterno Retorno! Vamos fazer de cada momento belo e eterno! Vamos ser protagonistas de nossas vidas, e não só marionetes!
Grande Abraço!
adv
maio 7th, 2009 at 18:12
@Fernando: olá Fernando, obrigado pelas contribuições, de algum modo podemos dizer que somos ‘companheiros de existência’. Reconheço um pouco de mim também em suas palavras.
ADELIO
maio 15th, 2009 at 8:04
SO NAO ENTENDO QUANDO FALAM DE RELIGIAO, POIS SO MENCIONAM A BIBLIA,E O deus OU deuses africanos,E O deus ISLAMICO,E AS OUTRAS divindades,POR AI A FORA,COMO FICAM?
OS DESCENDENTES DE ABRAAO,SAO TAO CRENTES,QUE USAM OS MELHORES ARMAMENTOS E NAO A FE PARA DEFENDEREM A SUA terra santa.HIPOCRISIA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!COMO CONTESTAR NIETZSCHE,QUANDO FALA QUE **O EVANGELHO MORREU NA CRUZ**.BASTA OLHAR A HIPOCRISIA DE TODOS NOS,NO DIA A DIA E VEREMOS QUE PREFERIMOS A MATERIA ANTE O ESPIRITO. UM ABRACO.
Márcio
maio 20th, 2009 at 11:15
Algum tempo atrás li o livro “Porque não somos Nietzcheneanos”, de alguns filósofos franceses. Tabém já li alguma do Nietzche. Algumas colocações dos filósofos são:
1) Atribuem a Nietzche, machismo, por alguns aforismos tais como:
Coisa singular! Zaratustra conhece pouco as mulheres, e, contudo, tem razão no que diz delas! Será porque nada é impossível na mulher?
E agora, como recompensa, aceita uma pequena verdade. Sou suficientemente velha para te dizer.
Sufoca-a, tapa-lhe a boca, porque do contrário grita alto demais”.
“Venha a tua verdade, mulher!” — disse eu, e a velha falou assim:
“Acompanhas com as mulheres? Olha, não te esqueça o látego”.
Assim falava Zaratustra.
“O homem foi feito para guerra, e a mulher para o descanso do guerreiro.
2) Atribuem a Nietzche, racismo, citando várias fontes e frases:
“4 como habitante pré-aria no do território da Itália, que através da cor se distinguia claramente da raça loura, ariana, dos conquistadores tornados senhores; ao menos o gaélico me oferece um caso correspondente - fin (por exemplo, no nome Fin-Gal5), o termo distintivo da nobreza, por fim do homem bom, nobre, puro, originalmente o homem louro, em contraposição aos nativos de pele escura e cabelos negros. Os celtas, diga-se de passagem, eram sem dúvida uma raça loura; comete-se um erro, associando aquelas faixas de uma população de cabelos escuros essencialmente, que se fazem visíveis nos mais cuidadosos mapas etnográficos da Alemanha, a alguma origem ou mistura sanguínea céltica, como ainda faz Virchow6: nesses lugares aparece a população pré-ariana da Alemanha. (O mesmo é válido praticamente para toda a Europa: no essencial, a raça submetida terminou por reaver a 8 preponderância, na cor, na forma curta do crânio, talvez até mesmo nos instintos sociais e intelectuais: quem nos garante que a moderna democracia, o ainda mais moderno anarquismo, e sobretudo essa inclinação pela “commune”, pela mais primitiva forma social, que é hoje comum a todos os socialistas da Europa, não signifique principalmente um gigantesco atavismo7 - e que a raça de conquistadores e senhores, a dos arianos, não esteja sucumbindo também fisiologicamente?…) Acredito poder interpretar o latim bonus como “o guerreiro”, desde que esteja certo ao derivar bonus de um mais antigo duonus(compare-se belum= duelum= duen-lum, no qual me parece conservado o duonus). Bonus, portanto, como homem da disputa, da dissensão (duo), como o guerreiro: percebe-se o que na Roma antiga constituía a “bondade” de um homem. Mesmo o nosso alemão Gut [bom]: não significaria “o divino” [den Göttlichen], o homem “de linhagem divina” [göttlichen Geschlechts]? E não seria idêntico ao nome do povo (originalmente da nobreza), os godos [Goten]? Os motivos para esta suposição não cabem aqui. 6 Dessa regra, a de que o conceito denotador de preeminência política sempre resulta em um conceito de preeminência espiritual, não constitui ainda exceção (embora dê ensejo a exceções) o fato de a casta mais elevada ser simultaneamente a casta sacerdotal, e portanto preferir, para sua designação geral, um predicado que lembre sua função sacerdotal. É então, por exemplo, que “puro” e “impuro” se contrapõem pela primeira vez como distinção de estamentos; aí também se desenvolvem depois “bom” e “ruim”, num sentido não mais estamental. De resto, cautela para não tomar de antemão os conceitos “puro” e “impuro” de maneira demasiado ampla ou demasiado rigorosa, ou mesmo simbólica: os conceitos da humanidade antiga foram inicialmente compreendidos, numa medida para nós impensável, de modo grosseiro, tosco, improfundo, estreito, sobretudo e francamente assimbólico.
Trecho do Livro - Gaia da moral
3) Atribuem a Nietzche, idéias de raça pura através de eugenia e anti-semitismo.
4) Também tecem muitos elogios, nos questionamentos que Nietzche lança contra as religiões e no que sua filosofia lança de incentivo a um maior conhecimento de si próprio. Ou seja, o livro não parece ser apenas uma crítica o ao pensamento de Nit, mas também um incentivo a leitura.
O que você acha?
Saudações,
Márcio
Douglas.
junho 27th, 2009 at 18:18
Maravilhoso texto amigo! Infelizamente é essa a verdade e o alerta que Nietzsche nos havia feito.