Pensamentos, Existencialismo, Trágico, Absurdo, Música, etc.
Você confia no seu namorado(a) ou esposo(a)?
Essa pergunta aparentemente simplória costuma ser respondida facilmente pelos parceiros em incisivas afirmativas de aprovação, especialmente se estiverem um ao lado do outro. Podemos dizer que praticamente não encontraremos nenhum parceiro(a) a desaprovar no outro a confiança, poderia significar o fim do relacionamento.
Mas resguardada a inermidade da pergunta, não podemos dizer o mesmo quanto ao seu próprio conteúdo, isto é, da confiança em si: esta pode desfilar em várias poses. A situação se complica ainda mais quando esta resolve abandonar a sua aparente casticidade e passa a vestir dos apetrechos do homem econômico liberal, a saber: o dinheiro, o segredo, a posse, o Ãntimo, entre outros.
Novas pinturas podem mostrar que o aparente idÃlio da confiança cede lugar ao lúgubre, gerando embaraços pavorantes aos felizes pares embebidos pela flechada de Eros. Eis algumas das sereias enviadas pela confiança, que pergunta se você, ao seu namorado(a): revelaria a senha do banco? do cartão de crédito? do seu email pessoal? do seu MSN?
Quem se precipitar pode acabar no fundo do mar! Tais perguntas dificilmente saem ilesas dos embaraços, colocam à prova a confiança ao mesmo tempo que ri desdenhosamente daqueles que antes passaram inadvertidos pelas sutis melodias da confiança. Pode-se, com ardilosidade, buscar tapar os ouvidos, mas não sem antes afirmar a desconfiança daquela confiança.
Em última análise, nenhuma confiança pactuada entre os românticos não é senão a desconfiança que ainda não passou por um processo de partogênese.
*Imagem: A Young Girl Defending Herself Against Eros, Bouguereau. (Wikipédia)
MarÃlia
setembro 20th, 2008 at 14:13
Tenho lido alguns dos seus aforismos, gostei muito, mas são bem enigmáticos, difÃceis de compreender eu creio, poderia dar uma pequena nota de compreensão né :D