Comédia do ano:

Essa é a história daquele que prometeu comprar as ações “podres” dos bancos americanos e dos que acreditaram. Tão logo divulgada a “benevolência” americana em fazer caridade aos americanos e ao mundo, acreditaram! A Bovespa reagiu, fechou em pouco mais de 10%.

Mas tão logo revelaria que 700 bilhões em obras de caridade não se sustenta em uma economia que justifica seus pobres e ricos como condição natural, e os que antes acreditaram, tal como aquela pobre garotinha que fora enganada enquanto levava doces à sua avó, passaram a freqüentar os recônditos do desespero: rostos espasmódicos olhando números pululavam nos noticiários.

Um olhar aparente costuma dizer que os atores que sobrevivem dos movimentos dos números atrelados às mercadorias são pessoas de intelecto admirável. Ora pois, não precisa ir muito além para mostrar que a lógica desse sistema é a daquela velha conhecida forma da mentira que se encontra nos contos de fadas: o lucro é o produto do impacto que uma ingenuidade causou entre os ingênuos.

Quiçá uma nova lenda faça parte das próximas gerações, resta juntar os elementos: os gringos fugiram, o Fed prometeu, o dólar subiu e a Bovespa ruiu.

Enquanto isso um seriado para os telespectadores: aqueles que conseguiram fechar suas ações bem antes - naqueles períodos onde tudo era festa, onde a piada da vez era o prêmio do grau de investimento ocultado sobre uma mortalha -, em suas poltronas estão a aguardar a próxima macaquice dos gringos à atingir a Bovespa: mico ou comédia do ano? - Não esqueçamos também de como os próprios macacos irão receber suas bananas!

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