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Barack Obama e as muitas faces do Messias
6nov2008 Categoria(s): Sociedade Autor: advOs arautos do neoliberalismo anunciaram um novo mundo, onde o sol nascerá para todos, por assim dizer, um paraÃso que ainda há de ser gerido por Obama.
Quem é Obama? – DirÃamos, por enquanto, que é mais uma besta americana, como muitos que já subiram e desceram no mar revolto da história; ou poderia, o interlocutor, tomá-lo como o Salvador, se se atentar à s trombetas da rede Globo de televisão.
Obama é uma simples peça a ser colocada num sistema que adquiriu vida própria; a condição inicial é aceitar as regras do jogo ou ser expulso. A questão não é tomar partido por Obama ou por qualquer outro candidato, todos, inseridos no jogo, são peças que antes ajoelham-se, para depois seguirem suas carreiras de súditos da ordem liberal.
Nesse sentido, é inócua a questão do vencedor polÃtico: tanto faz um como o outro. Porém, é possÃvel vislumbrar alguns contornos.
Vejamos o primeiro: o diálogo de Obama confundia-se com o de um Messias, influências de Maomé? Obama prometeu o que nenhum humano é capaz de cumprir: o paraÃso; cada americano agora vai poder ser o que quiser!
A promessa de Obama não é nenhuma novidade, apenas reforça o axioma capitalista de que você indivÃduo pode ser o que quiser, você é livre! Livre para sonhar com um 1 milhão: geralmente um sonho sepultado em valas comuns.
Segundo contorno: o diálogo dos polÃticos é ingênuo, são promessas alimentadas por esperanças daquele último homem anunciado por Nietzsche. O discurso de Obama é gritantemente ingênuo, o que nos confirma ainda mais que uma ampla maioria dos americanos são estupidamente “americanos”.
E por fim, e esse talvez seja o lado positivo dos negativos, lembremo-nos da última besta destronada: George W. Bush. Bush é uma carta para se juntar a outras cartas que compõem naipes como Hitler, Mussolini, Milosevic, Stalin entre tantos outros homens que do século XX em diante concorrem tÃtulos como os de torturadores e sanguinários, em outras palavras, homens covardes. Desse modo, talvez por não conseguirmos imaginar algo pior do que Bush, Obama acaba assumindo sentido de Salvador!
Reitero: a questão do polÃtico vencedor é inócua dentro de uma estrutura capitalista que dita as regras do jogo muito mais que qualquer lÃder polÃtico. Não há Messias, não há Salvador, não há novo mundo e muito menos paraÃsos. Não há nenhuma alusão de vantagem à oposição de Obama nestas palavras, no entanto, as palavras de Obama se confundem com a de um Messias, por assim dizer, dentre as palavras ingênuas dos polÃticos, Obama levou a ingenuidade ao escândalo.
Tudo continua nos seus conformes: as lideranças americanas sempre anunciam um “novo” paraÃso; remontado dos destroços do passado tomados por uma fina e frágil pelÃcula de verniz.
rodrigo
novembro 7th, 2008 at 5:13
vocês ainda se lembram dos discursos e promessas do nosso querido presidente sobre FMI e como o nosso paÃs seria independente durante suas campanhas eleitorais? pois bem, depois que ele assumiu a presidencia, nada mudou, talvez até tenha piorado nossa dependencia externa. acredito que no caso dos americanos, a situação será a mesma. apesar dos discursos bonitos e empolgantes, eles continuarão a ser a nação ambiciosa e egoÃsta que sempre foram, infelizmente…