Os arautos do neoliberalismo anunciaram um novo mundo, onde o sol nascerá para todos, por assim dizer, um paraíso que ainda há de ser gerido por Obama.obama.gif

Quem é Obama? – Diríamos, por enquanto, que é mais uma besta americana, como muitos que já subiram e desceram no mar revolto da história; ou poderia, o interlocutor, tomá-lo como o Salvador, se se atentar às trombetas da rede Globo de televisão.

Obama é uma simples peça a ser colocada num sistema que adquiriu vida própria; a condição inicial é aceitar as regras do jogo ou ser expulso. A questão não é tomar partido por Obama ou por qualquer outro candidato, todos, inseridos no jogo, são peças que antes ajoelham-se, para depois seguirem suas carreiras de súditos da ordem liberal.

Nesse sentido, é inócua a questão do vencedor político: tanto faz um como o outro. Porém, é possível vislumbrar alguns contornos.

Vejamos o primeiro: o diálogo de Obama confundia-se com o de um Messias, influências de Maomé? Obama prometeu o que nenhum humano é capaz de cumprir: o paraíso; cada americano agora vai poder ser o que quiser!

A promessa de Obama não é nenhuma novidade, apenas reforça o axioma capitalista de que você indivíduo pode ser o que quiser, você é livre! Livre para sonhar com um 1 milhão: geralmente um sonho sepultado em valas comuns.

Segundo contorno: o diálogo dos políticos é ingênuo, são promessas alimentadas por esperanças daquele último homem anunciado por Nietzsche. O discurso de Obama é gritantemente ingênuo, o que nos confirma ainda mais que uma ampla maioria dos americanos são estupidamente “americanos”.

E por fim, e esse talvez seja o lado positivo dos negativos, lembremo-nos da última besta destronada: George W. Bush. Bush é uma carta para se juntar a outras cartas que compõem naipes como Hitler, Mussolini, Milosevic, Stalin entre tantos outros homens que do século XX em diante concorrem títulos como os de torturadores e sanguinários, em outras palavras, homens covardes. Desse modo, talvez por não conseguirmos imaginar algo pior do que Bush, Obama acaba assumindo sentido de Salvador!

Reitero: a questão do político vencedor é inócua dentro de uma estrutura capitalista que dita as regras do jogo muito mais que qualquer líder político. Não há Messias, não há Salvador, não há novo mundo e muito menos paraísos. Não há nenhuma alusão de vantagem à oposição de Obama nestas palavras, no entanto, as palavras de Obama se confundem com a de um Messias, por assim dizer, dentre as palavras ingênuas dos políticos, Obama levou a ingenuidade ao escândalo.

Tudo continua nos seus conformes: as lideranças americanas sempre anunciam um “novo” paraíso; remontado dos destroços do passado tomados por uma fina e frágil película de verniz.

Esses links são para compartilhar o conteúdo em redes sociais ou por email.
  • Rec6
  • Ueba
  • Dihitt
  • DoMelhor
  • LinkTo
  • LinkLoko
  • TwitThis
  • E-mail this story to a friend!