chuvaDescontente, caminhava ao meio-fio das calçadas. A água da chuva escorria. Na noite resfriada apenas uma anêmica luz com insetos à bailar tecia um espetáculo dionisíaco.

O som da água que se perdia pelos cantos pedia licença para passar em meio aquele semblante da qual a noite tratou de ocultar o rosto. E o homem do rosto apagado buscava palavras para construir um mundo para se acomodar. Não encontrava-as. Naquele momento nenhuma palavra surgiu para dar sentido às suas angústias. Com exceção daquelas que foram marcadas à ferro e brasa.

E o homem sem rosto lançou-se ao abismo para encontrá-las: há muito tempo que esse mundo é um hospício. – E assim encontrava a beleza da vida: quando a própria feiura batia à porta e se apresentava: eis me aqui, sou a feiúra!

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