Críticas às ingenuidades da ABL e a Reforma Ortográfica

O trecho abaixo foi retirado da obra “As intermitências da morte” do escritor português José Saramago; trata-se da morte (enquanto personagem) que fica indignada e solicita retificação diante de um meio de comunicação que colocou o texto de uma de suas cartas nos moldes da gramática, sobremaneira a assinatura que era em inicial minúscula e não em maiúscula como “mandam” os costumes. Serve ainda, acredito, para ilustrar o que se seguirá após essa breve e belíssima passagem da obra em questão:

(…) chegou à redacção do jornal uma carta da morte exigindo, nos termos mais enérgicos, a imediata rectificação do seu nome, senhor director, escrevia, eu não sou a Morte, sou simplesmente morte, a Morte é uma cousa que aos senhores nem por sombras lhes pode passar pela cabeça o que seja, vossemecês, os seres humanos, só conhecem, tome nota o gramático de que eu também saberia pôr vós, os seres humanos, só conheceis esta pequena morte quotidiana que eu sou, esta que até mesmo nos piores desastres é incapaz de impedir que a vida continue, um dia virão a saber o que é a Morte com letra grande, nesse momento, se ela, improvavelmente, vos desse tempo para isso, perceberíeis a diferença real que há entre o relativo e o absoluto, entre o cheio e o vazio, entre o ainda ser e o não ser já, e quando falo de diferença real estou a referir-me a algo que as palavras jamais poderão exprimir, relativo, absoluto, cheio, vazio, ser ainda, não ser já, que é isso, senhor director, porque as palavras, se o não sabe, movem-se muito, mudam de um dia para o outro, são instáveis como sombras, sombras elas mesmas, que tanto estão como deixaram de estar, bolas de sabão, conchas de que mal se sente a respiração, troncos cortados, aí lhe fica a informação, é gratuita, não cobro nada por ela, entretanto preocupe-se com explicar bem aos seus leitores os comos e os porquês da vida e da morte, e, já agora, regressando ao objectivo desta carta, escrita, tal como a que foi lida na televisão, de meu punho e letra, convido-o instantemente a cumprir aquelas honradas disposições da lei de imprensa que mandam rectificar no mesmo lugar e com a mesma valorização gráfica o erro, a omissão ou o lapso cometidos, arriscando-se neste caso o senhor director, se esta carta não for publicada na íntegra, a que eu lhe despache, amanhã mesmo, com efeitos imediatos, o aviso prévio que tenho reservado para si daqui por alguns anos, não lhe direi quantos para não lhe amargar o resto da vida, sem outro assunto, subscrevo-me com a atenção devida, morte. (…)

o-homemPenso que a questão da reforma ortográfica é inócua, tão fútil e insustentável são os pressupostos que têm se apresentado nas palavras de seus defensores da ABL (Academia Brasileira de Letras).

Não citarei os nomes dos ocupantes da ABL que defendem e propuseram tal reforma, pois não resistiria em ficar apenas nos nomes, pois desde minha adolescência aprendi a olhar com certo ar de desprezo para aquela instituição que cheira ao odor fétido dos eruditos, entenda-se por eruditos aqueles já bem definidos por Nietzsche: em geral pessoas ávidas por conhecimento advindos de livros, enciclopédias, manuais, etc., porém parcas em pensamentos próprios; são essas coisas aberrantes que fazem do conhecimento científico e racional a causa pétrea da vida.

Gostaria de ressaltar que não são todos integrantes da ABL na qual minha crítica se dirige, mas também ressalto que não são poucas as múmias que jazem ali com suas espalhafatosas palavras de verdade. - Quem duvida da seriedade dessa instituição, basta recordar que aquele Coelho que vende próteses e fórmulas de alquimia para os desesperados já ocupou uma das cadeiras (não sei se ainda continua ocupando).

Pois bem, voltando ao assunto principal: a reforma ortográfica. Os defensores membros da ABL dizem que esse projeto tem em vista unificar o português de Portugal e Brasil, tornando-o um idioma consistente e mais “respeitável” pelo mundo.

Ora, no mínimo é de uma ingenuidade que assusta, levando-se em consideração que tal premissa parte de alguém que se espera estar interado sobre questões culturais; de tal forma que as palavras inventadas por um povo, isto é, a linguagem, é o principal fio condutor por onde se tece toda malha cultural. Parece que não só os seres humanos em suas criações culturais mas também a própria natureza já demonstrou esteticamente que a multiplicidade está presente.

Alguém poderá objetar que não são somente as palavras inventadas por um povo, há também a gramática. Ah! Claro, não se poderia esquecer essa coisa chamada “gramática”. O que quero dizer com palavras inventadas por um povo é que a escrita é completamente inexistente sem antes existir a língua falada.

Quem tem prioridade na linguagem de um povo é a língua falada, a escrita é instituída depois, é possível perfeitamente haver tribos que se comunicam através de uma língua falada sem possuir uma língua escrita.

A língua escrita necessita, por absoluto, do falante, de tal forma que, se o último falante de uma dada língua morrer, a língua morre; se dela restar a língua escrita serão apenas grafos que poderão ser interpretados por lingüistas mas eles tão pouco saberão as maneiras próprias de expressão e sentidos correntemente usados pelos inventores de tal linguagem.

Aqui, chama-se atenção pelo fato da linguagem escrita ter sido colocada no pedestal, e muitas vezes sobrepondo a linguagem falada. Não se pretende com isso rebaixar a linguagem escrita, mas sim dar o devido valor à linguagem falada pois sem ela não há escrita e muito menos gramática: essas questão são secundárias à linguagem utilizada por uma dada cultura.

Certamente que os grandes idiomas, já consagrados historicamente, como é o caso da língua portuguesa, há todo um corpo teórico que os justificam em termos de regras que facilitam que os falantes se “entendam” da melhor maneira: essa é uma das funções da gramática. O problema é quando essas regras querem ditar ordem, essência e verdades que, de tal forma, tornam a linguagem entre os falantes, uma coisa anêmica vindo de cima para baixo: vira relação de poder.

E não expressa outra coisa, a gramática, da forma como é concebida atualmente, senão uma “disciplina” da língua que diz o “certo” e o “errado”, uma instituição de poder: não nos esqueçamos que toda linguagem comum entre falantes é uma instituição: a linguagem é uma instituição – algo que as escolas costumam não dizer.

Assim sendo, as relações de poder que nela perpassa são evidentes, através da gramática e seus fazedores, os usuários do idioma, entre os integrantes do “trono” da língua portuguesa, etc.

Nesse sentido, a ABL e a gramática, enquanto reguladores da língua portuguesa, há muito que não contribuem apenas para que melhor possamos nos entender com as regras da nossa língua, pelo contrário, esses senhores dizem é “isso” ou “aquilo”, na maioria das vezes sem justificativas – ou melhor, através de seus “achismos” -, e pronto, oficializam a própria ignorância em forma de lei: e o “povo” (eles adoram dessa palavra) que se vire.

Parece-me que para esses membros da ABL, e muitos gramáticos, as palavras não são como “bolas de sabão”, frágeis e sem fundo como nos mostra a bela passagem de Saramago; pelo contrário, são pesos que ancoram sentidos; eles dizem a palavra “isso” é “aquilo” e pronto – será que eles acreditam também que as palavras escondem leis da natureza e que o mundo inteiro está “ortografado” nesses riscos? – Eu não duvido…

Esses “risquinhos” que se desenhados de tal forma “viram” palavras, que deveriam servir a nós, para nos inventarmos, nos fazermos entender às peculiaridades de cada dialeto que se forma entre povos e dentro dos povos as suas regionalizações, tornam-se perigosas ferramentas se seguidas, à risca, os “mandamentos” dos “deuses” da linguagem.

A reforma ortográfica deixa evidente que todos os sentidos que estão nas pessoas que usam as palavras foram desconsiderados. Para os defensores da reforma os dicionários se prostram, todos juntos, para definir o que é “isso” e o que é “aquilo”: essa palavra que você entende por “isso”, segundo o dicionário é “aquilo”, portanto, você está errado – dizem os eruditos estúpidos que infestam as várias poltronas consideradas do saber: órgãos do poder.

Para a reforma ortográfica o Saramago é alguém que precisa ser letrado (sic)! A peculiar forma do Saramago expressar suas idéias e com elas permitir que nós também expressamos, através delas, os nossos sentidos, que poderão ser diferentes dos de Saramago, é estupidamente desconsiderada. Diriam os tolos: Saramago não sabe nada de pontuação e usa um português arcaico que exala seus miasmos.

Perguntemos: onde estarão o grego e o latim? Dirão que estão ocultos nos vários idiomas. Mas e suas formas originais? Bem, estas estão reservadas para alguns e para algumas expressões religiosas no caso do latim: não porque são favoráveis ao latim, mas esse idioma de tal forma é desconhecido para uma ampla maioria, que se torna por excelência uma forma de expressão de poder.

Qual a maneira de acabar com os dialetos, com a multiplicidade de cores e formas de uma cultura, com os seus sentidos e as suas invenções? – Ora, a reforma ortográfica se justifica por si mesmo, ela quer uma língua portuguesa unificada, sustenta uma utopia de que as pessoas podem (devem) falar e escrever de maneira igual – acreditam que com isso os falantes da língua portuguesa irão se entender: como se o “entendimento” dependensse unicamente das palavras.

Um exemplo por excelência que há muito vem destruindo dialetos singulares e culturas de povos é o inglês. A língua inglesa se tornou um diamante indispensável para quem quer se dar bem na vida pois pressupõe que o “mundo fala inglês” – dizem aqueles que não pensam muito diferente dos defensores da unificação da língua portuguesa.

A globalização não é só da economia, querem globalizar todas as dimensões humanas, querem que todos sejam iguais, que comprem as mesmas marcas, que leiam os mesmos livros, que ouçam as mesmas músicas – e que se comuniquem com as mesmas regras e etiquetas; conseqüentemente tenham os mesmos pensamentos. Mas o cuidado nos convêm: são admissíveis sim as pequenas diferenças de gostos, desde que, repetindo, desde que sejam opções disponíveis no mercado do lucro.

Para quem quiser reduzir a gramática em pó, e ver a ABL enquanto uma instituição que exala à ignorância, recomendo o livro “Nietzsche e a grande política da linguagem” de Viviane Mosé.

Nietzsche, em defesa da vida enquanto obra de arte criada pelo próprio criador, como ninguém, foi aquele que criou uma linguagem artística para si próprio, uma forma de se expressar que não compactuava com as leis e regras da gramática, sem, contudo, inventar um novo idioma, mas sim, sua forma própria de usar as palavras como cores para pintar suas artes, misturando-as e criando novas expressões, criando textos altamente artísticos, como por exemplo o insuperável (talvez) “Assim falou Zaratustra”.

Apontou também o quanto a gramática, embora crie regras para facilitar a comunicação entre os falantes, também pode ser altamente perigosa na medida em que quer fazer reinar uma forma de língua falada e, sobretudo, escrita, que sejam comuns para todos – uma linguagem do rebanho. Nietzsche, indo mais além, apontou o quanto as pessoas aprenderam a pensar, e também a própria filosofia a filosofar, de maneira “igual” pois não costumam questionar a própria função da linguagem.

Com isso o filósofo aponta para uma situação horripilante da forma como nos relacionamos com as palavras: não as usamos livremente para nos expressar como se elas fossem algo vazio e mutável, pelo contrário, parece que acreditamos na opacidade das palavras, que realmente as coisas estão inscritas nas palavras, é uma relação de identidade fortíssima, olhamos para o “cão” e dizemos que é um “cão” e pronto, parece que realmente encontramos a “essência” daquela coisa: chama-se cão, é um cão, e nada além disso. É como se o animal “cão” já existiu com esse “nome”, e o homem não fez outra coisa senão descobrir em algum lugar a etiqueta “cão”. A palavra, ao homem, já contém as coisas, dificilmente ele a usa sabendo que esses sons foram por ele inventado e atribuído valor.

A linguagem, defendida aqui nesse texto, é totalmente abstrata, e é por meio dela que tecemos o mundo, o homem, a natureza. De tal forma que todas as coisas não são senão “abstrações” que organizamos por meio das palavras – o mundo, senhores, está ancorado pelas palavras: apaguem a consciência e as palavras se apagarão; com as palavras apagadas o mundo e o homem também serão extintos em vida.

As palavras devem servir para darmos sentido à vida, criar obra de arte, fazermos nos “entender” sem nunca entender. Jogamos o jogo das palavras, colocamos-as para dançar e com elas regemos toda uma sinfonia da vida; de tal forma, múltiplias são as sinfonias são possíveis: e não apenas regência universal como querem os “reformistas”.

Coloquemos todos os dicionários do mundo diante do homem que se vê diante da imensidão do mar ou do universo, ou do homem e da mulher que se encontraram e algo de misterioso e prazeroso brotam faiscando cada parte do corpo, e de tantas outras situações do homem com o inefável, todos esses dicionários juntos não passam de potenciais de inutilidades.

Certamente que essa utopia da ABL, como tantas outras da gramática, não vingará entre portugueses e brasileiros, cada um, à sua maneira, contribuirá para a riqueza das multiplicidades de interpretação, seja nas palavras de Saramago, de Camões, de Machado de Assis ou das nossas, a minha e a sua que tecem a cada momento a vida. Por outro lado, saibam senhores, usem as besteiras que os sacerdotes da gramática inventam nas instituições, é aí, e somente aí, que elas vivem, somente onde há relações de poder há palavra de verdade: usem a ignorância para se comunicar com o rebanho, pois em geral, sobretudo o rebanho que se diz erudito, costuma ser cego, surdo e mudo diante da vida enquanto obra de arte.

Para finalizar: não compactuo de forma alguma com as aberrações da ABL que defendem uma linguagem universal; tal atitude desconsidera os sentidos e as multiplicidades presentes em cada cultura, em cada grupo, em cada singular; sendo a linguagem uma criação humana, é própria dela e o faz por esse motivo ser um instrumento belíssimo, a multiplicidade das formas de expressão. A idéia de uma linguagem unificadora é impensada, ingênua, arrogante e não expressa senão as relações de poder de interesse de alguns. – Deixemos agora os sarcófagos da ABL em paz…

Comentário(s): 19

  1. Jhonata

    Se esse acordo foi assinado pela 1ª vez em 1990, por que só quase 20 anos depois ele vai entrar em vigor? É claro que isso atrapalharia qualquer um em qualquer época que fosse criado, mas se a intenção era criar, por que não entrou logo em vigor? Foi exatamente na década de 90 que eu estava na escola, porém aprendi exatamente da mesma forma como os demais aprendem até hj. Isso só vai beneficiar quem vai começar a estudar a partir do ano que vem ou então só a partir de 2009 vai entrar no antigo Ginásio, que foi a partir de quando eu comecei a ver as regras da Língua Portuguesa.
    Engraçado que são inventadas normas que simplesmente não beneficiam a todos; acho louvável quererem unificar a língua (de fato o Português falado por exemplo em Portugal é totalmente diferente do nosso), mas e p/ quem já aprendeu da forma atual e ainda por cima há algum tempo? Nessas pessoas eles não pensaram. O que isso significa? Que teremos que voltar p/ a escola só p/ aprendermos essas novas normas? O pior de tudo é que depois de um tempo teremos que escrever dessa nova forma (já estando acostumados ou não) nos concursos, sob risco até de perdermos preciosos pontos. Sinceramente, acho que havia e há coisas muito mais importantes c/ o que se preocupar do que ficar criando uma nova ortografia. Mexem nela hj, e quem garante que daqui a algum tempo não mexerão de novo? Pergunto isso até pq as letras k, w e y mais uma vez voltarão a fazer parte do nosso alfabeto c/ a criação dessas novas normas.
    Será q quem está acostumado c/ essa forma atual, e ainda por cima há algum tempo como eu, se acostumará c/ a nova? Ninguém simplesmente esquece o que aprendeu em anos da noite p/ o dia.

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  2. ALINE DOS REIS RABELO

    A NOVA REFORMA ORTOGRÁFICA VEM DEIXANDO MUITA GENTE COM UMA ”PULGA ATRÁS DA ORELHA”, SEMPRE A UMA DÚVIDA, COM RELAÇÃO A ACENTUAÇÃO OU HÍFEN. É MUITO DIFÍCIL VOCÊ APRENDER A VIDA INTEIRA UMA FORMA DE ESCRITA E AGORA TER QUE MUDÁ-LA. ESTÁ SENDO FÁCIL PARA OS INICIANTES DO 1º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL, QUE JÁ COMEÇAM APRENDENDO COM A NOVA REFORMA.

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  3. Elieth de Carvalho da Cruz

    Concordo com o que li. Muito mais que essa reforma, é a questão da evasão escolar. Já é difícil pra quem tem dificuldade, imagina ter que aprender sobre a nova reforma. Já em relação ao alunos atuais que iniciam no 1º ano, eles assimilam bem e , até mesmos as palavras estrangeiras, visto que o y passou ser a 6ª letra da vogal e o K, o W fazem parte do alfabeto. Para os iniciantes não vejo muito problema, eles já estão acostumados com nomes entre os seus amiguinhos (Ketllyn, Wesley, etc); sem contar os desenhos estrangeiros e os produtos que entra no nosso país. Hoje em dia crianças com 5 anos já estão alfabetizadas ou em processo bem avançado.

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    1. Elieth de Carvalho da Cruz

      Concordo com o que li. Muito mais que essa reforma, é a questão da evasão escolar. Já é difícil pra quem tem dificuldade, imagina ter que aprender sobre a nova reforma. Já em relação ao alunos atuais que iniciam no 1º ano, eles assimilam bem e , até mesmos as palavras estrangeiras, visto que o y passou ser a 6ª letra da vogal e o K, o W fazem parte do alfabeto. Para os iniciantes não vejo muito problema, eles já estão acostumados com nomes entre os seus amiguinhos (Ketllyn, Wesley, etc); sem contar os desenhos estrangeiros e os produtos que entram no nosso país. Hoje em dia crianças com 5 anos já estão alfabetizadas ou em processo bem avançado.

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  4. Fernando Garcia

    Estou com Daniela. Pergunto a Gustavo se os programadores uniformizam o espanhol falado na América; se já leu algum livro editado nesses países insignificantes geográfico-culturalmente ? Se sabe que o português nestes são proporcionalmente inferior a seus outros idiomas e dialetos?
    Se reconhece que alguns já o estão abandonando, por se tratar da língua do colonizador?
    O nosso falar é brasileiro.
    Reforma já bastou a de Lutero que causou um balaio de gato desgraçado.
    Fui!

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  5. Josemira Cruz Santana dos Santos

    concordo plenamente com algumas pessoas acima que dizem não concordar com a nova regra, pois, não podemos ter uma língua unificada pois desfaríamos as culturas de cada povo que é identificada por suas diferenças. imaginem a dificuldade das pessoas que se formaram anos atrás e que serão consideradas por escreverem errado quando na realidade tinham certeza de que escreviam bem.

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  6. tiago gomes santos

    A norma ortografica deveria ser única.
    Assim manteria sua identidade e séria mais respeita, “pelo menos” eu respeitaria e me orgullharia, de ter uma língua, mesmo complica muito linda de se ouvir.

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  7. Daniela Freitas

    Sinceramente, não vejo necessidade nesta reforma ortográfica. Unificar… desta maneira, percebo um certo “colonialismo”. Por que não podemos ter uma língua autêntica com os brasileiros? A língua portuguesa desenvolvida no Brasil é riquíssima, devido a cultura. Em cada região brasileira há uma produção cultural que influencia a língua. Acho também que não se deveria chamar língua portuguesa e sim o brasileiro. Deixemos de lado os restos coloniais. E mais, quem quiser aprender a língua portuguesa que se fala e escreve no Brasil, esteja a vontade e que seja um bom aluno o suficiente para estudar as suas diferenciações existentes nos demais territórios que tiveram o mesmo colonizador. Portanto, sou contra. Mesmo porque estes acadêmicos não infrentam uma sala de aula e não percebem a dificuldade dos alunos mediante as mudanças. Poderiam elaborar projetos que incentivem a leitura ou algo parecido, mais dinâmico e proveitoso para a educação BRASILEIRA.

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