carnaval-2009O carnaval paulista teve a Mocidade Alegre como escola campeã, totalizando 359,25 pontos. O carnaval carioca ainda não teve os resultados computados. Mas quem será que rede Globo vai consagrar esse ano?

Reconheço que o carnaval faz parte da cultura brasileira, porém, esse, que faz parte da cultura, não é o que passa na TV. O chamado carnaval de elite, encabeçado por São Paulo e Rio de Janeiro, é produto à venda para os gringos; meio de lavagem de dinheiro para figurantes que não desfilam nas passarelas; material para a mídia e políticos criarem ideologias e deturparem culturas -, e claro, não nos esqueçamos do carro-chefe que é o lucro.

O autêntico carnaval eram festas populares e múltiplas em seus regionalismos, sem nenhuma intenção senão a do divertimento. Já o carnaval de elite é vitrine comercial, com desfiles que lembram os festejos reais da Inglaterra “vitoriana”. Nesses moldes, o que pouca gente sabe, é que esse tipo de carnaval não é fecundo do Brasil, mas produto de importação da França e Inglaterra -, bem contrária a idéia tão popular de que o carnaval é tipicamente brasileiro.

Todavia, não sou nenhum conhecedor profundo dessa temática. Nada contra o carnaval enquanto festas populares regionais, mas tal raiz, embora não tenha deixado de existir, parece que tem ficado esquecida com a sobreposição do carnaval paulista e carioca, como os dois produtos principais quando se pensa no assunto.

Amanhã, grande parte dos foliões volta à dura realidade de seus cotidianos. Algumas regiões irão perdurar, a Bahia é um exemplo. Mas não são todos os foliões que podem se dar ao luxo de sambar por tanto tempo, senão aqueles que parecem viver de samba e folia nos palcos de Brasília, com um enredo absurdamente rico em corrupção, desigualdade, impunidade, improbidade, “caixa dois”, etc. – porém, repetitivo.

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