Pensamentos, Existencialismo, Trágico, Absurdo, Música, etc.
Volkswagem e CQC – parceiros de uma sociedade em chamas
10mar2009 Categoria(s): Sociedade Autor: advPropaganda de uma marca de automóvel alemã.
Descrição: um grupo de amigos dentro do automóvel passeia em uma rua lúgubre; outro grupo surge a frente do carro em posição de briga, os integrantes estão mau encarados e de braços cruzados. O clima é de hostilidade. Os amigos dentro do automóvel descem com feição de bad boys. Entram em conflito com o grupo rival, brigam, saem na “porrada”. Os amigos que estão de carro vencem, entram no automóvel e partem. Os perdedores ficam estatelados no chão…
Há vários elementos presentes na propaganda: individualismo(um prazer conquistado em cima do desprazer do outro), violência, heroÃsmo, vilões, ódio, vencedores, perdedores, vingança, etc. Talvez sejam esses os valores que paulatinamente a empresa vê como construtores de uma sociedade. No conjunto, representa também o pilar básico do programa de televisão CQC, não só nos comerciais – que se superam em seus horrores – mas também nos conteúdos. Uma apologia fantástica, cômica e hilária da nossa sociedade. Um retrato em forma de comédia do cotidiano miserável, preconceituoso e do cada um por si. O que é motivo de riso no programa tem seus representantes na sociedade: um jovem destruindo o outro por vingança, uma mulher sendo explorada, uma criança sendo ridicularizada, um sofrimento sendo motivo de riso… e a lista é infinita.
Para a corporação que representa o produto de tal forma, o homem não é nada senão aquilo que ele consome: sua força [e identidade de modo geral] está na marca em que opta. Heróis são os que usam a referida marca, se dão bem, inclusive estão aptos a violentar “rivais”, e claro, serão vencedores. É uma completa negação da vida e do homem através da máquina, porém, não é essa a mensagem que muitas vezes fica para o seduzido que vê no uso de produtos e serviços emblemáticos uma forma de se destacar.
Na sociedade, no sentido literal da legislação, a situação retratada na propaganda é um ato que sofre as sanções da lei. No entanto, é livremente exibida na nobreza dos simulacros pós-modernos; ainda, pode ser que alguém diga que representa a criatividade de um publicitário. Assim caminha a civilização e a barbárie, amantes inseparáveis. A mesma sociedade que pune as “facções” que entram em conflito nas ruas de seu bairro, é a mesma que afaga a situação em um contexto de glamour.
Não querendo se estender nesse assunto finalizo-o ressaltando o responsável por essa propaganda que, dentre várias, é capaz de chocar qualquer telespectador que ainda tem o mÃnimo de respeito e compreensão pelo outro e pela vida.
É necessário deixá-lo a mostra: VOLKSWAGEM. Pergunto-me, consumidor, é esse o tipo de empresa que você procura para realizar negócios? Talvez se tivéssemos hábitos como esses, as corporações não seduziriam os “consumidores” (é somente isso que você significa para elas) pensando somente em si mesmas com tanta facilidade.
Uriel
março 16th, 2009 at 7:27
Rapaz… Eh a liberdade, saca?! Ele ´´e livre para moldar a percepç~~ao do invididuo (Qque aos 6 anos de idade foi provavelmente condicionado a condiçao (exposto) de se tornar apaixonado por carros (ou nao, o que eh pouco provavel) brincando com super modelos da velocidade, do design arrojado e da tecnologia contemporanea em miniaturas.. Mas essa otica eh coisa de louco!) e nos somos oprimidos por situar-mos na condicao realmente marginal.. Nao a marginalidade de boutique das culturas pos modernas dos jovens e individuos “modernosos”, do visual COOL;
;)
Uriel
março 16th, 2009 at 7:30
Me teclado esta com defeito hehehe