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A respeito da foto, Nietzsche, talvez assim se expressasse:

Eis a Vida! Trágica, horrenda e terrível. Destruir-se e Criar-se eternamente em um jogo de forças intenso, a vida é para os fortes. Vontade de potência pura! É nesse horror infindável da existência, no trágico em seu mais alto nível, que se passa a vida e não há nenhuma outra. Nesse horror de existir que se revela a beleza da Vida. Ame-a no seu mais alto grau, amor fati inquestionável, não há como julgá-la, nada sabemos, resta-nos vontade de potência, resta-nos se lançar ao abismo dançando.

E Schopenhauer, talvez, assim diria:

Eis a vida: um show de dor e sofrimento. Um horror infindável ante a existência. Todo ser vivo já é um túmulo a outro, é a voracidade infinita da vontade que precisa da destruição para a criação. Os que ainda não foram destruídos são só mais um cordeiro a aguardar o abate ante a degradação do corpo ou a crueldade de outro: prazer fugaz, uma exceção; a desgraça é a regra. Mas mesmo ante toda essa miséria aqui presente, esse rio de sangue e vísceras na qual se compõem e decompõem a vida, ainda assim, é preferível o viver ao morrer: um consolo ingênuo ante a destruição certa e inescapável.

E Cioran :

A vida é um mau gosto da matéria. Só vivo porque posso morrer quando quiser: sem essa idéia de suicídio já teria me matado há muito tempo .*

* As duas frases são próprias do autor, porém não usadas em uma relação de contiguidade.

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