151-Comyn, Christine - never mind

Sente o tempo à alma batendo,
é o ser corroendo.
Rompem as noites e os dias,
em pernoites vadias e tardes vazias.

Tristezas e alegrias que vão e voltam,
é o eterno retorno dos momentos
que festejam no caos, em idas e voltas.
Na solidão em multidão, o mote,
ante o farejar do tédio que cheira a angústia,
abre a porta e recebe uma coroa de flores à morte.

*Imagem: Comyn, C. Never mind.

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