Eu, Chuang-Tse, certa vez sonhei que era uma borboleta, voando de um lado a outro com os objetivos e motivações de uma borboleta. Eu só sabia que, como uma borboleta, estava seguindo os meus destinos de borboleta, não havia consciência da minha natureza humana. De repente acordei, e ali estava eu, eu mesmo outra vez. Agora me resta a dúvida: eu era um homem que sonhou ser uma borboleta, ou sou agora uma borboleta sonhando que é homem? – Chuang-Tse

Ainda insisto na pergunta: ante o questionamento de para que serve a poesia e a arte, uma das críticas feitas à filosofia existencial (e quão adorável é respondê-la), enquanto “mera” poética das questões humanas, eu respondo, desde que me respondam para que serve toda ciência. O que é aquilo que chamam de realidade? Enquanto isso cantarei junto à Dionísio, os faunos e os sátiros.

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