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O ateÃsmo de Sartre: uma afirmação da vida
18abr2009 Categoria(s): Filosofia Autor: advDostoievski escreveu que se Deus não existisse tudo seria permitido. Esse pensamento reflete em todas as suas obras magnificamente intensas. Sartre, que se declarara “ateu”, talvez seja o filósofo que mais falou de deus, aquele que mais trouxe deus para a filosofia, mais até que filósofos religiosos como Pascal e Kierkegaard.
Sartre toma como ponto de partida a sentença de Dostoievski sobre a existência de Deus: é aà que se situa o existencialismo sartreano. Tudo é permitido se Deus não existe: assim é a sentença de Sartre. Sendo o homem abandonado, “sozinho” no mundo sem um Criador para se escorar, é ele próprio o seu criador. Não há nem dentro nem fora de si que o homem pode encontrar um Absoluto para buscar abrigo, portanto não há desculpas para o homem. Se Deus não existe não há imposição de valores, não há firmamento nem moral por fundamento, não há em lugar algum um anteparo para a moral que defina o comportamento do homem, portanto, cabe ao homem (re)inventar a ética a cada instante, (re)inventar cada valor sem refugiar-se em justificações ou desculpas pois está sozinho no mundo junto com outros seres tão mortais quanto ele. Estamos sós e sem desculpas.
Sem Pai e abandonado no mundo, Sartre nos apresenta um dos pensamentos que mais nos atinge, um pensamento de Ãmpar necessidade e ao mesmo tempo a pedra angular dos crÃticos de Sartre (aqueles que procuram um lugar para se refugiar?): é necessário que assumamos toda responsabilidade diante de nós mesmos, cabe ao homem e mais ninguém se responsabilizar pelos seus próprios atos: eis a sua condenação à liberdade. Um paradoxo, pois, não sendo o homem que criou a si próprio (aqui recebe sua condenação), é também o homem livre porque uma vez lançado ao mundo é o responsável por si mesmo, é o criador de si mesmo a partir da sua condição humana.
Margareth Bravo
abril 18th, 2009 at 17:14
Adriel estou concluÃndo um texto que passa mais ou menos por aÃ, assim que tiver postado te aviso.
Tenho pensando muito sobre mensagens subliminares, sobre o poder do marketing, da tradição, das crenças coletivas e dos frutos de tudo isso na era da comunicação manipulada pelo capitalismo, exemplo disso – os Numeratiis – caso você não saiba veja nesse blog de meu amigo Darcy: http://papocicuta.com.br/opiniao-cicuta/quem-sao-os-numerati . Bem, gosto muito de ter você por perto, vamos trocando. um grande abraço
adv
abril 19th, 2009 at 9:06
@Margareth Bravo: olá, ficaria mto grato ao avisar-me, pois o assunto também é de meu interesse. Eu poderia falar sobre o assunto mas não em termos de “numerati”, eu não conhecia esse termo! A forma como a tecnologia tem alterado nossas vidas, as informações que atravessam as redes e fornecem estatÃsticas para delimitar estratégias polÃticas e comportamentais me assusta e tem sido objeto de reflexão. Embora o termo numerati seja novo, penso que não é algo que surge na contemporaneidade, pois há vários pensadores que podem ajudar a pensar sobre esse conteúdo traçando perspectivas sobre as formas como os avanços do homem tornam-o cada vez mais desumano. Acho que Adorno e Horkheimer seriam excelentes para se pensar sobre, mas também pode discorrer sobre o assunto percorrendo várias outras trilhas. Avise-me sobre a sua!!!
abraços
Leandro Nazareth
julho 12th, 2009 at 9:13
Muito boa a reflexão….
Gostei muito do blog.
Paz