Difícil dizer que há uma reconciliação do homem consigo mesmo e com os outros no existencialismo. Há inúmeros “existencialismos”, diria sim, que em Sartre e em Heidegger há sim uma crença no homem. Nietzsche, que não construiu nenhum sistema teórico, mas também de características existencialistas, parece não colocar o homem em questão, o que importa é a Vida, é só através dela que o homem então se revela: maior é a vida com todo o seu sofrimento, horror e beleza, depois o homem (a vida aqui não é um ente, é o indizível inatingível pela ciência e pelo homem).

Alguns momentos devo acreditar no homem, devo acreditar que aquele que ali me revela já exibe uma coragem ímpar de se mostrar a um outro, um estranho. Devo, por ele, naquele momento, também “acreditar” em toda sua dor e angústia, e com ele, tentar superá-la: para isso devo acreditar nele, o único que sabe a verdade para si.

Mas basta aquele momento, trago o absurdo e basta, eu não acredito no homem: o homem que até o presente momento tenho à minha maneira compreendido.

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