Onde está a histeria de Anna O. no mundo de hoje? – Não está, a histeria de Anna O. foi dela e somente dela. Mas é possível encontrar histeria sim, e como. Na mídia, por exemplo, ela prolifera como bactéria.

A mídia toda é um grande show histérico. Hipnóloga universal. Fábrica de desejos. Tudo bem, para “desejar” basta estar vivo, mas a histeria na mídia chega a tal nível que o sujeito se aniquila pois respira e vive o desejo do Outro. Os histéricos, em seus variados modos de ser, costumam adorar as pílulas que lhes dão e são facilmente sugestivos. Palavras de verdade, procuram como ouro. “Produtos” que vendem corpos esculpidos de acordo – não com o próprio desejo – com o desejo do Outro, inteligência, habilidades, memória, espiritualidade, homens e mulheres, tudo se vende, tudo se deseja, tudo é desejado e o sujeito é despejado: abre as portas para as oferendas, sepulta a si para viver o Outro. O que é o orkut senão a morada da histeria onde vários convivas, mesmo os não histérios, costumam frequentar?

Essa é só uma das formas bem atuais do ser histérico.

Metrossexuais, transtornos alimentares, modelos, “trabalhadores”, operadores de bolsa de valores… há tantos personagens que desfilam por aí nos palcos midiáticos.

Para interessados no assunto:

Histeria na mídia: a simulaç@o da sexualidade na era digital, Raquel Paiva.

Esses links são para compartilhar o conteúdo em redes sociais ou por email.
  • Rec6
  • Ueba
  • Dihitt
  • DoMelhor
  • LinkTo
  • LinkLoko
  • TwitThis
  • E-mail this story to a friend!