O Supremo Tribunal Federal decidiu desobrigar a necessidade de diploma de jornalismo para ser um “profissional da verdade da informação”. Nesse sentido, o Supremo entende que todos podem ter o direito da informação e do livre pensamento. O jornalismo sustentado por um diploma inventado na ditadura não existe mais, mas isso não tira a seriedade do jornalismo, antes é um tapa na cara dos coronéis da informação, que até pouco tempo atrás choramingavam ante o blog da Petrobrás, isso implica perda do poder dessa parcela de profissionais que se viam iluminados pela “palavra da verdade”.

E agora hein ditadores da Folha? … De fato, não creio que eles deixarão de poluir o país nem de patrocinar os tucanos, contudo, entrar em um blog desconhecido ou na Folha, a priori, não desqualifica o primeiro pelo segundo. É necessário aplaudir os políticos por ação tão meritória.

Para além do jornalismo, essa decisão retira o aval de “especialista” de uma área do conhecimento, quem sabe o primeiro passo para muitos. Especialista é um rótulo que por si só costuma bastar para os mais estúpidos intelectuais e profissionais nas várias áreas da sociedade. Há “especialistas” por toda parte, os profissionais de nível superior são os que mais tiram proveito dessa falsa honra – “Em terra de cego quem tem um olho é rei”, diz o ditado. Um bom profissional não se importa em ser visto como um especialista, esse rótulo é antes uma necessidade dos profissionais ruins que, sob uma idéia, a de especialista, costumam se eximir das suas responsabilidades. O diploma assume aqui antes uma mera convenção.

Especialistas são párias do dogmatismo. Eles falam no nível das sentenças, criam uma série de dispositivos reguladores da verdade e da mentira, do correto e do incorreto, do bom e do ruim, do bem e do mal, costumam dizer o que é melhor ou pior para você.

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