Deus,
é covardia,
é má-fé.
O livre arbítrio,
é covardia,
é má-fé.
O destino,
é o berço da covardia.

Liberdade é responsabilidade pela própria existência. Ninguém, por mais que nos ame, poderá escolher por nós: ninguém poderá morrer por mim. Liberdade se exerce com condições biológicas, sociais e psicológicas, é por isso que ela se torna possível. A liberdade do desejo é sonho. O homem é livre para escolher, mas não é livre para deixar de escolher: é livre para optar, menos optar pela não-liberdade. Liberdade só exerce em facticidade, o vôo perpétuo do não-ser em direção ao futuro depende do passado e do presente. Liberdade não é livre-arbítrio, liberdade existe dentro de uma estrutura razoável de condições para agir, livre-arbítrio é queda livre em um tudo posso. Só posso ser livre porque dependo do determinado para superá-lo, não posso escolher onde nascer, não escolho minha cor nem minha face. “Liberdade não é fazer o que se quer, mas querer o que se faz.” Contudo, “A morte é a nadificação dos nossos projetos, é a certeza de que um nada total nos espera”.

Dizer que se é assim porque no passado aconteceu isso é proclamar a morte em vida, e não é isso que a psicanálise clássica faz?

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