Pensamentos, Existencialismo, Ciências Humanas, Música, etc.
Ansiedade e Medo em Paul Tillich
12nov2009 Categoria(s): Livros Autor: advO trecho abaixo é por si só explicativo, ainda, a ansiedade pode aqui ser perfeitamente compreendida também como angústia.
“A mente humana é não só, como disse Calvino, uma fábrica permanente de Ãdolos, é também fábrica permanente de medos – a primeira visando evitar Deus, a segunda visando escapar à ansiedade; e há uma relação entre as duas. Pois olhar de frente o Deus que é na verdade Deus significa também olhar de frente a ameaça do não-ser. O “absoluto nu” (para usar uma expressão de Lutero) produz a “ansiedade nua”, porque é a extinção de qualquer auto-afirmação finita, e não um possÃvel objeto de medo e coragem. Mas, basicamente, as tentativas de transformar ansiedade em medo são vãs. A ansiedade básica, a ansiedade de um ser finito ante a ameaça do não-ser, não pode ser eliminada. Pertence à existência mesma.
A coragem de ser. Tillich, Paul. Paz e Terra: 1967.
Lou Mello
novembro 13th, 2009 at 8:53
Gostei e já surripiei para replicar na Gruta, sem autorização, mas com os devidos créditos. Parabéns! Continue lendo o Tillich, por favor.
A Gruta do Lou » Blog Archive » Ansiedade e Medo
novembro 14th, 2009 at 6:39
[...] Esse post foi surripiado sem qualquer autorização prévia (como é meu costume) de Adriel, dono do excelente blog Eterno Retorno. [...]