Os fanáticos por futebol e carnaval estão enredados em seus prazeres, assim também os telespectadores assíduos da mídia televisiva. Por outro lado não nos esqueçamos dos intelectuais acadêmicos que se ocupam de outros conteúdos. Lógica por lógica, ideologias e contraideologias, tudo é indiferente e incapaz de fornecer qualquer significado ao desconhecido das questões básicas da existência que giram em torno do “que é isso de nascer e morrer” levado às últimas consequências. Nada mais nada menos do que tons com que se ocupam em pintar a própria existência. A diferença, talvez, é que os acadêmicos costumam ser mais tolos na medida em que nutrem seus devaneios como virtudes enriquecida com os mais diversos valores: inteligência, sabedoria, realidade das coisas, compreensão elaborada e uma infinidade mais de significados “humanos, demasiadamente humanos”. Faltam-nos, “alienados” e “intelectuais”, sentir mais o cheiro do estrume das vacas, o sabor do alimento retirado da fonte entre outras coisas mais que se resumem em viver uma vida tal como ela é, sem explicação e sem compreensão, absolutamente ausente de qualquer significado. Voltaremos aos tempos anteriores às cavernas? – Impossível! Contudo, uma existência que se sabe que toda explicação e compreensão não passam de ocupações a que estamos enredados mas que nenhuma delas atinge qualquer significado da coisa em si, implica em novas maneiras de se afetar, pode-se quebrar com tal afeto, mas por demais pode ser o afeto da potência das potências, onde contemplar uma noite estrelada pode ser o suficiente para valer uma vida inteira.

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