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Windows? O Linux Ubuntu pode te surpreender
19fev2010 Categoria(s): PCs e Tecnologias Autor: advHá um bom tempo que resolvi instalar o Linux Ubuntu 9.10. Já havia testado versões anteriores, como a 8.04, mas nunca passou de instalações seguidas de desinstalações. À primeira vista pode ser decepcionante, um sistema simples demais, com cores que podem chocar, mas essa simplicidade esconde um potencial de personalização extraordinário. E foi com pouco de esforço para aprender a me situar no básico do Ubuntu que posso dizer que não sinto falta alguma do Windows, pelo contrário, tenho aversão a usar o OS da Microsoft como plataforma de trabalho.
Para além de travar uma disputa ideológica como se costuma fazer entre os partidários de um e de outro, considero aqui apenas a experiência prática: o Ubuntu é incrivelmente mais facilitador para atender minhas exigências.
Basicamente, em ambientes Linux, há duas plataformas gráficas, considerando as mais usadas pois há muito mais: KDE e Gnome. Somente dando uma olhada em vários softwares e ambientes de trabalho em ambas plataformas, e até mesmo experimentando-as, o usuário poderá escolher uma que melhor lhe convém. Sou adepto do Gnome, primeiro pela qualidade tipográfica que ele oferece, que ao meu ver o KDE não consegue superar; em segundo por priorizar a simplicidade, o que não significa desprezar a estética e a utilidade, proporcionando ambientes mais minimalistas. É possÃvel rodar softwares de uma plataforma em outra, embora raramente possa acontecer de um software desenvolvido para KDE não rodar tão bem no Gnome e vice-versa.
Entre as inúmeras potencialidades e possibilidades que ele oferece, cito as que mais me fisgaram: múltiplas áreas de trabalho; o uso da memória é muito baixo e extremamente eficiente, de modo que 2 ou 3GB de RAM é o suficiente para você ir abrindo vários softwares em múltiplas áreas de trabalho, inclusive rodando VirtualBox, sem correr o risco do sistema travar ou se tornar lento; a renderização das fontes e as opções de tipografia são incrÃveis, principalmente para quem lê muito em telas LCDs; não precisa se preocupar com trojans, vÃrus e demais pragas que exigem um Windows carregado de parafernálias para combatê-las; o Firefox é levÃssimo no Ubuntu; há uma variedade de softwares e utilidades instaláveis em segundos através de uma “Central de Software”, ocupam menos espaço em disco e o próprio sistema se encarrega de utilizar uma organização própria de arquivamento e disposição dos menus (o menu iniciar do Windows sempre foi vergonhoso); as possibilidades de customização do visual são muito mais ampla que do Windows; o Compiz é um recurso de extrema utilidade, que facilita a experiência do usuário com a área de trabalho, com uma capacidade de configuração e atalhos que torna muito fácil a interatividade com os softwares e arquivos, além de prover efeitos visuais belÃssimos; o Gnome DO é uma ferramenta que certamente muda completamente o hábito de usar o PC, permitindo que se abra arquivos, pastas, softwares e execute funções apenas com alguns comandos e atalhos pelo teclado (o Win tem softwares de terceiros similares mas não tão bons; o Mac tem uma ferramenta nativa de mesma potencialidade do Gnome DO); pequenas funcionalidades mas que podem ser úteis e poderosas como uma simples função de tornar a janela sempre visÃvel, que é nativa no Linux, mas a mediocridade Microsoft requer softwares de terceiros…
São inúmeros os motivos que fizeram com que o Windows se tornasse um OS que atrapalha e dificulta em demasia o meu uso do PC para acesso à internet, leituras, gerenciamento de dados e demais tarefas. Mesmo os softwares para Windows que tem o “equivalente” para Linux mas para mim não são à altura, como o Office e o Photoshop, são executados com mais agilidade pelo VirtualBox ou pelo Wine, esse último é um software de emulação de softwares win32 no próprio ambiente de trabalho do Linux. Outro problema que o usuário poderá enfrentar é a falta de drivers para alguns hardwares, não por culpa do Linux, mas pelo conluio entre Microsoft e fabricantes que é por demais sabido um jogo sujo e desleal, onde as peças são movidas de acordo com a ganância do lucro, mas felizmente isso é em menor número, a maior parte dos hardwares e periféricos são reconhecidos e instalados corretamente pelas distribuições Linux.
Para além de dizer que um OS é melhor que o outro, sem ainda considerar a sujeira e deslealdade econômica da Microsoft com relação aos usuários que por si só já é um motivo para se pensar seriamente em evitá-la, à primeira vista, para quem está habituado ao Windows, pode parecer que o Linux pré-instalado seja um OS muito limitado e difÃcil de usar, além de “feio” (pois é, o visual padrão do Ubuntu pode ser desagradável para muitas pessoas), mas rompida essa resistência e interagindo um pouco mais percebe-se que as possibilidades de customização e configuração, bem como as facilidades de interação, podem surpreender o mais conservador dos usuários que poderá constatar através de sua própria experiência que o Windows é medÃocre a ponto de não contemplar recursos e mais recursos facilitadores e integrativos que vão se sucedendo a cada versão. Para isso é fundamental um pouco de persistência e algumas semanas usando o ambiente de trabalho Linux, afinal, não foi em um dia que você aprendeu a interagir com os comandos complicadores do Windows não?
Vale a pena dar uma oportunidade para o conhecer o que o Pinguim pode lhe oferecer, principalmente se você não for um usuário que usa o PC para games ou possui equipamentos separados, haja visto que nesse caso a maioria são desenvolvidos para Windows, e por mais que você consiga emulá-los no Linux, irá enfrentar muitos problemas. Já fui usuário do Windows desde a versão 95, chegando até o Seven, e embora ainda use esse último em um equipamento reservado para jogar Pro Evolution Soccer, não tenho mais paciência nem interesse a usá-lo como OS para a outra boa parte das tarefas das quais uso um laptop, em casa, no trabalho ou na faculdade, a facilidade e possibilidade de interação com o ambiente gráfico e os softwares sem dúvidas são pesos das quais, na minha experiência, demasiadamente são bem mais superiores que a experiência com o Windows.
A maioria das distribuições Linux possuem versões em Live CD, que nada mais é que um CD bootável que roda o OS sem precisar instalar, mas não recomendo essa opção, uma vez que você não terá como executar configurações e demais instalações, e poderá se decepcionar tomando o OS padrão do pós-instalação como se fosse somente aquilo.
Abaixo algumas telas de softwares, ambiente de trabalho e funcionalidades do “meu Ubuntu” usando um tema similar ao do Mac OS; assim no singular, pois dificilmente se vê um Linux igual o outro, pois cada usuário configura de acordo com sua usabilidade, necessidade ou preferências.
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