Morra a verdade, faça-se a vida! – Nietzsche

De uma vez por todas: se é o Sol ou a Terra que gira ao redor um do outro isso é indiferente à vida.

Galileu viveu na carne essa fatal verdade, soube que sua vida poderia ser vivida sem nenhum ganho ou perda quanto a verdade que defendia, e em tempo não teve dúvidas em abdicar da sua ideia perante o discurso de verdade de sua época: optou pela sua vida e matou a verdade, e optando pela sua vida salvou também a verdade para si.

Nós ainda não aprendemos, pois estamos sempre a colocar o intelecto, a ideia, a teoria à frente da vida. Não é a ideia que fazemos prestar contas à vida, mas a vida prestar contas às nossas “genialidades”.

Se podemos potencializar a vida com uma ideia, que assim seja; mas querer substituir a vida pela ideia é uma catástrofe. Todas as bibliotecas juntas não dão conta de explicar a complexidade de um simples gesto de vida.

A carne, o sangue e os ossos podem até sofrer influências das ideias, mas no limite são indiferentes aos nossos mais elaborados pensamentos: nenhum tratado de ontologia, nenhuma bíblia, livro sagrado ou mágico é capaz de dar vida.

Saibamos disso: em primeiro lugar a vida, aquilo que não nos é da ordem da explicação e do conhecimento; em segundo a consciência que, inseparável da carne, portanto, da nossa vida, produz ilusões e saibamos que são ilusões, do contrário ela fará da vida um grande erro.

Esses links são para compartilhar o conteúdo em redes sociais ou por email.
  • Rec6
  • Ueba
  • Dihitt
  • DoMelhor
  • LinkTo
  • LinkLoko
  • TwitThis
  • E-mail this story to a friend!