A necessidade mítica do homem ocidental exige a imagem de um mundo em evolução, que tenha um começo e um objetivo. O ocidental rejeita a imagem de um mundo que tenha um começo e um simples fim, da mesma forma que repele a representação de um ciclo estático eterno, fechado sobre si mesmo. O oriental, pelo contrário, parece poder tolerar essa idéia. Não há, evidentemente, consensus geral sobre qual seja a essência do mundo e os próprios astrônomos não puderam ainda chegar a um acordo a respeito desta questão. Ao homem do Ocidente o absurdo de um universo simplesmente estático é intolerável. É preciso pressupor-lhe um sentido. O oriental não tem necessidade alguma de tal pressuposto, pois que ele incorpora esse sentido. Enquanto o ocidental quer completar o sentido do mundo, o oriental esforça-se por realizar esse sentido no homem, despojando-se ele mesmo do mundo e da existência (Buda).
Jung, C. G.
Memórias, sonhos e reflexões
@André HP: grato e tb pelo artigo indicado, adorável, deveria ser lido num congresso de psicanalistas onde eles apontam para a falência das relações diante da fluidez da figura [lamuriante] do Pai!!! Conheci Hakim Bey através de um trecho num livro do michel onfray, ainda não li nada dele, exceção de alguns trechos do livro TAZ, por enquanto estou preferindo trechos mesmo pois ando a ler outras prioridades, valeu pela indicação ;)
abrços
adv, manja um pêssego gigante, macio, e extremamente saboroso http://anarcofagia.com/sss/2011/06/estou-a-ler-muito-hakim-bey/