Capitalismo e produção de subjetividades capitalistas

Na base dos mecanismos de modelização da força de trabalho, em todos os níveis da interpenetração entre ideologias e afetos, reencontramos esta rede maquínica tentacular dos equipamentos capitalísticos. O ponto no qual não poderíamos nos deter é que não se trata, em absoluto, de uma rede de aparelhos ideológicos, mas de uma “bela” megamáquina, composta de uma multidão de elementos esparsos, que concerne não somente aos trabalhadores, mas que bota para produzir, permanentemente, mulheres, crianças, velhos, marginais, etc. Hoje em dia, por exemplo, uma criança desde o seu nascimento, através da família, da televisão, da creche, dos serviços sociais, é “posta para trabalhar” e se engaja num processo complexo de formação, ao termo do qual seus diversos modos de semiotização deverão estar adaptados às funções produtivas e sociais que a esperam.

Guattari, F.
Revolução molecular

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