Do gozo celestial

Esse calor que surge do encontro com os corpos, aquele íntimo, que se sente o cheiro da carne branca e a tepidez da delicadeza da pele que fala tudo aquilo que gostaríamos sem dizer palavras, é uma chama ardente que se apresenta como onipotência de vida a iluminar um instante – como estrela cadente – na escuridão fria e vazia de um universo indiferente.

Ser derrubado pelo prazer sob um céu de gozo em meio ao absurdo da existência é o único mandamento que caberia ao Evangelho.

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