Fotografias do real – abelha e gato

Aquietar-se também é preciso. É uma grande habilidade em tempos onde o silêncio constrange os ternos e gravatas e saltos altos que entram e saem do elevador carregando a morte diária em pastas de couro e códigos. Conseguir degustar o silêncio enquanto intensidade que nos tira do território comum é necessário certas forças. Deleuze disse que é preciso não se mexer muito para não espantar os devires. Viajar sem se mover, grandes aventuras sem sair do local. Não a viagem turística que percorre grandes quilômetros para ser tal como se é, mas a viagem intensiva que faz rachar o mesmo em busca de belezas capazes de inquietar a subjetivação de si, e não se é mais o mesmo. Não se é mais o mesmo depois de pequenas viagens intensivas.

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