Pensamentos, Existencialismo, Trágico, Absurdo, Música, etc.
Prestemos atenção aos barões da mídia. José Serra, manifestação pura da decadência em sua “vasta experiência” na política paulistana, é sabido pela mídia que tem pouca chance contra Dilma. Ora, os interesses dos barões da comunicação do nosso país certamente estarão muito bem servidos com Serra. Para além de Dilma ou Serra, nos atentemos às aberrações que a mídia já começou e irá continuar proporcionando: Estadão, Veja, Folha, Globo e Bandeirantes encabeçam o patrocínio mais que evidente aos tucanos, o jogo sujo compreende desde a deturpações de fatos como o do grevista cubano que morreu de fome até questões familiares e íntimas dos candidatos adversários.
Em tempo, hoje os “engomadinhos” do CQC da rede Bandeirantes retornam à programação, e certamente terão em seu abundante cardápio preconceituoso, elitista e vazio, muitas oferendas melosas ao candidato José Serra – e claro, com o pendor do característico humor de pastiche discriminatório que lhes são próprios.
Desespero tucano…
(…) julgam e avaliam o aqui e agora em nome de um alhures; pensam a cidade terrestre unicamente em confronto com a cidade celeste; preocupam-se com os homens, mas conforme padrão dos anjos; consideram a imanência se, e apenas se, ela serve como degrau para a transcendência; aceitam preocupar-se com o real sensível, mas para medir a relação que tem com seu modelo inteligível; consideram a Terra, contanto que ela forneça a oportunidade do Céu. Por encontrar-se entre essas duas instâncias contraditórias, cria-se um buraco no ser, um ferimento ontológico impossível de fechar. Desse vazio existencial sem preenchimento nasce o mal-estar dos homens.
Também aí o monismo atomista e a unidade materialista permitem evitar essas metafísicas ocas. A lógica de quem pensa o real exclusivamente constituído de matéria e o real redutível apenas a suas manifestações terrestres, sensuais, mundanas, fenomenais, impede a errância mental e a ruptura com o único e verdadeiro mundo. O dualismo pitagórico, platônico, cristão fragmenta o ser que se submete a ele. Visando o Paraíso, perde-se a Terra. A esperança de um além, a aspiração a um além-mundo gera infalivelmente o desespero aqui e agora. Ou a imbecil beatitude do bem-aventurado do presépio…
[O contemporâneo está tão carente de filósofos que caminham acima dos preconceitos já cristalizados na Filosofia... mas Michel Onfray está aí para contrariar: um grande filósofo, além dar voz ao ateísmo realmente ateu, nos brinda com a monumental e avassaladora Contra-história da filosofia!]