Pensamentos, Existencialismo, Trágico, Absurdo, Música, etc.
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Talvez possa se dizer que Händel seja a corporificação do cristianismo na música. Embora tenha uma vasta produção, foi através de oratórios e outras óperas que veneram Cristo que Händel se destacou.
Händel é alemão, nasceu em 1685 e morreu no ano de 1758 em Londres, região onde obteve maior fama. Suas produções são belíssimas e variam em oratórios, óperas, cantatas, sonatas, concertos e orquestrais sacros. A música de Händel parece ressoar das enormes cátedras góticas do barroco.
Quando ouço Händel lembro-me de Nietzsche e penso que ele foi crítico demais com relação à música. Entre os vários fatores que o fizeram romper com Richard Wagner, estava a questão religiosa que o músico começou a contemplar através de suas óperas. Embora eu nunca tenha visto referências do Händel na obra de Nietzsche, acredito que o mesmo deveria tapar os ouvidos para o músico: com Händel o cristianismo até parece ser um veneno necessário!
Para além da questão religiosa em Händel, penso ser perfeitamente possível embriagar-se na estética de sua música.
Uma das composições mais famosas de Händel, que mesmo quem não o conheça provavelmente já deve ter ouvido, é o Hallelujah (Aleluia), presente na 3ª parte do concerto Messiah. Abaixo uma amostra da composição “O magnify the Lord” (O Senhor é magnífico).
Comédia do ano:
Essa é a história daquele que prometeu comprar as ações “podres” dos bancos americanos e dos que acreditaram. Tão logo divulgada a “benevolência” americana em fazer caridade aos americanos e ao mundo, acreditaram! A Bovespa reagiu, fechou em pouco mais de 10%.
Mas tão logo revelaria que 700 bilhões em obras de caridade não se sustenta em uma economia que justifica seus pobres e ricos como condição natural, e os que antes acreditaram, tal como aquela pobre garotinha que fora enganada enquanto levava doces à sua avó, passaram a freqüentar os recônditos do desespero: rostos espasmódicos olhando números pululavam nos noticiários.
Um olhar aparente costuma dizer que os atores que sobrevivem dos movimentos dos números atrelados às mercadorias são pessoas de intelecto admirável. Ora pois, não precisa ir muito além para mostrar que a lógica desse sistema é a daquela velha conhecida forma da mentira que se encontra nos contos de fadas: o lucro é o produto do impacto que uma ingenuidade causou entre os ingênuos.
Quiçá uma nova lenda faça parte das próximas gerações, resta juntar os elementos: os gringos fugiram, o Fed prometeu, o dólar subiu e a Bovespa ruiu.
Enquanto isso um seriado para os telespectadores: aqueles que conseguiram fechar suas ações bem antes – naqueles períodos onde tudo era festa, onde a piada da vez era o prêmio do grau de investimento ocultado sobre uma mortalha -, em suas poltronas estão a aguardar a próxima macaquice dos gringos à atingir a Bovespa: mico ou comédia do ano? – Não esqueçamos também de como os próprios macacos irão receber suas bananas!
Em psicanálise é perfeitamente possível visualizar um matrimônio entre o amor e o ódio. Amor é ódio, e ódio é amor. Psicanaliticamente falando é um mesmo desejo em linguagens diferentes. Amor e ódio são, pois, alegres convivas que se bastam um ao outro.
O amante que perdeu a amada conserva-a através do ódio, ama-a tanto que não se conforma em perdê-la, de tal forma que precisa negá-la para afirmar a si próprio: uma afirmação da negação. Sendo a amada autorizada a ser a única responsável pelo mundo conquistado ou perdido pelo amante, tanto quanto este, através do ódio, busca conquistar novamente sua independência, atesta novamente sua dependência no amor.
Se debruçarmos sobre aquilo que se considera serem grandes guerras e grandes conquistas, doravante verificaremos que, o amor e o ódio, estão entrelaçados tomando a liderança e fazendo dos homens os seus súditos; estes, amando ou odiando, estão em busca de um objeto perdido: o objeto sagrado que eles elegem para abrir as portas do paraíso.
Como contrário não resta ao amor e o ódio senão a indiferença – este tão nobre e terno estado de espírito costuma ser por excelência o oposto de todas as virtudes e vícios, também não deixa a desejar quando é usado como elemento do discurso, uma vez que contempla opiniões sobre tudo e sobre nada.