Saiba como encontrar bulas de remédios na internet

Medicamentos e remédiosSabe aquele remédio que você precisa saber sobre o funcionamento, as interações medicamentosas, as reações adversas, os componentes da fórmula entre tantas outras informações? Antigamente dificilmente saberíamos a não ser comprando o medicamento. Felizmente hoje tá temos catálogos de bulas de remédios aos simples cliques do mouse: Bulários. – E o melhor, nada de letrinhas que dificultam a leitura!

Os dois principais pontos para acessar bulas de remédios são o Bulário Eletrônico da Anvisa e o bulas.med.br. Muita gente ainda não sabe que a Anvisa reúne um banco de dados sobre bulas de medicamentos para servir à população em geral e aos profissionais da área da saúde. Além da possibilidade de encontrar as bulas, o site ainda oferece diversas outras informações.

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A Vida de Brian (Monty Python) – Filme

A Vida de Brian (Life of Brian) é um filme de 1979 da produtora inglesa Monty Python, especialista em parodiar os dogmas e mitos religiosos. Embora suas produções não sejam tão atuais, o riso é fator garantido em qualquer  produção da Python, principalmente, nos episódios da série Flying Circus.

No filme em questão, Brian é um judeu nascido em Roma na época do governo de Pilatos – carrasco de Jesus Cristo, embora o título do mal seja dado ao Diabo. Viviam em Roma vários povos além dos romanos, entre eles, os judeus, muçulmanos, fariseus, galegos, filisteus, etc. Todos expressavam seu descontentamento com o governo romano.

Numa tentativa de sabotar o governo romano, um grupo de judeus, incluindo Brian, elaborou um plano para raptar a esposa de uma autoridade romana para então chantagear através de reivindicações. Coincidentemente, no local onde iria ocorrer o crime, um outro grupo também havia planejado o mesmo seqüestro, o que acaba virando em confronto entre os grupos de tal forma que ambos acabam se matando dentro do palácio romano, chamando atenção dos soldados que então irão perseguir Brian, o único sobrevivente.

Como castigo máximo aos traidores de Roma, Pilatos ordenava a crucificação para o condenado ter uma morte lenta e sofrida. A crucificação será ironicamente retratado, pois não se trata de uma condenação com dimensões para simbolizar “aquele que morreu por nós na cruz”, mas um símbolo do poderio romano para aqueles que transgredissem as leis e costumes locais da época.

Durante a perseguição dos romanos, Brian irá se aventurar em várias situações cômicas junto aos judeus. Juntando com a necessidade dos judeus de encontrarem explicações para as injustiças sofridas, Brian irá por acaso, através de várias correlações absurdas, sendo eleito como o Messias. – Nesse meio tempo ele “cura” um cego e um mudo “por engano”. O que aumenta ainda mais o seu prestígio.

Além de tentar mostrar o quanto o Messias foi uma criação do povo judeu em conjunto com uma série de equívocos que poderiam ser vivenciados por qualquer um, e outros temas bíblicos que são parodiados, o espectador atual poderá ver, que o filme também consegue satirizar aquela produção de mau gosto denominada “A Paixão de Cristo” (The Passion of the Christ, 2004).

Quem já conhece a Monty Phyton sabe que o riso é garantido, e de quebra, a inteligência por trás do filme, caso o espectador tenha um conhecimento crítico acerca das questões retratadas, é deliciosamente sarcástica.

Abaixo uma das partes do filme, dublado pelo mesmo profissional que dubla o saudoso personagem “Chaves”. Repare como uma das questões do existencialismo de Sartre é trazida em tona: “você veio do nada, e vai voltar ao nada, o que você tem a perder?”.  Além de certo teor do eterno retorno, na medida em que a mensagem enaltece a vida mesmo diante do trágico.

O que é o Eterno Retorno (Nietzsche)

[Eterno retorno] é a lei de um mundo sem ser, sem unidade, sem identidade. (Deleuze)

Eterno Retorno é um conceito desenvolvido pelo filósofo Friedrich Nietzsche (1844-1900), considerado por ele próprio um dos seus pensamentos mais aterrorizadores. Foi durante um passeio em 1881 que Nietzsche refletiu sobre os sentidos das vivências em alternâncias que se “repetem”. Embora em várias de suas obras encontramos pistas do que seria o Eterno Retorno, é na sua obra A Gaia Ciência (1882), um dos mais belos livros antes de Nietzsche sofrer das baixas de sua saúde, que ele nos brinda com a idéia mais nítida do que seria esse conceito:

“E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: “Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes: e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indivisivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e seqüência – e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio. A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez – e tu com ela, poeirinha da poeira!“ Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasses assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que lhe responderías: “Tu és um deus e nunca ouvi nada mais divino!” Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como tu és, ele te transformaria e talvez te triturasse: a pergunta diante de tudo e de cada coisa: “Quero isto ainda uma vez e inúmeras vezes?” pesaria como o mais pesado dos pesos sobre o teu agir! Ou, então, como terias de ficar de bem contigo e mesmo com a vida, para não desejar nada mais do que essa última, eterna confirmação e chancela?” (aforismo 56)

Parece que o Eterno Retorno defende a tese de que pólos se alternam nas vivências numa eterna repetição. Criação e destruição, alegria e tristeza, saúde e doença, bem e mal, belo e feio,… tudo vai e tudo retorna. Porém, esses pólos não se opõem, mas são faces de uma mesma realidade, isto é, um complementa o outro, são contínuos de um jogo só. Alegria e tristeza são faces de uma única coisa experienciada com grau diferente.

A temporalidade não está presente no Eterno Retorno, a realidade para Nietzsche não tem uma finalidade nem um objetivo a cumprir, e por isso as alternâncias de prazer e desprazer se repetem durante a vida. – O Eterno Retorno não se reporta a uma demarcação temporal cíclica e exata, mas às nuances de vivências que se complementam e dão o colorido da vida.

O devir não ocorre de um modo exatamente igual, mas são variações de sentidos já vivenciados, faces de uma mesma realidade. A alegria e a tristeza que senti não serão iguais no amanhã, mas voltarei a experimentar esses estados em suas diferentes variações.

A indagação que Nietzsche nos faz através do aforismo acima não se trata de uma negação da vida, pelo contrário, nos remete a uma afirmação da vida. Não posso crescer se não experimento declínio e vice-versa, são faces de uma mesma moeda sem demarcação de tempo e exatidão, de tal modo, Nietzsche nos aponta que “os homens não têm de fugir à vida como os pessimistas, mas como alegres convivas de um banquete que desejam suas taças novamente cheias, dirão à vida: uma vez mais”. – Eis aqui uma bela resposta de Nietzsche ao “pessimismo” de Schopenhauer.

Se tudo retorna – o prazer e o desprazer, a dor e o deleite, a alegria e o sofrimento – queremos mesmo viver à eternidade onde nada de novo irá acontecer além de vivências com nuances variadas de uma mesma realidade? – Não é fácil dar uma resposta a indagação que o Eterno Retorno nos faz.  Mas apenas você pode respondê-la, e ninguém poderá fazer isso por você, uma resposta pronta e acabada não faz sentido, da mesma forma que a “verdade” e a “mentira” não encontram acomodação no pensamento de Nietzsche. Talvez decorra daí o sentido perturbador do conceito.

Nietzsche nos dá o Eterno Retorno como uma saída, que consiste em buscar a criação na destruição; só nessa complementação que podemos transcender e reafirmar a vida em detrimento dos valores que envenenaram a humanidade e negaram a vida, sobretudo, aqueles simbolizados na cruz.