Ateísmo, Ciências Humanas, Música, Web, etc.
Na sua opinião, qual a intenção do show do “Queen” - em turnê pelo Brasil - sem Freddie Mercury? Homenagem ou apenas mais uma ação onde se oculta, em nome da arte, os interesses de empresários interessados em fazer mais dinheiro através da reprodução fictícia?
(Para tal, tomo consideração que o Freddie Mercury me pareceu ser um personagem que tinha uma relação com a música para além da composição de ritmos e melodias esvaziadas que buscam apenas o lucro.)
Parece gritar tão forte o óbvio, que para alguns pode até parecer pergunta ingênua, convenhamos, é uma provocação, de um post também ingênuo mas com “pretensão”.
Abaixo uma das minhas prediletas do Freddie:
Um pastor do Texas, EUA, indicou para os seus fiéis, como forma de evitar o fracasso no casamento, uma empreitada sexual: 7 dias consecutivos de sexo por 1 semana (vídeo abaixo).
Sexo realmente é uma poderosa fonte terapêutica, porém o pastor se esqueceu que o sexo dentro dos moldes monogâmicos não é natural, é anti-natural! O homem nesses moldes, elege como valor o sexo com sua parceira (ou a mulher elege o sexo com seu parceiro) a partir de valores morais.
Basta olhar no reino animal e constatar que uma parceira(o) fixa não é a regra; uma maior variabilidade genética, como bem nos mostra a teoria darwinista - não tomada aqui como regra absoluta mas como possível esclarecimento - as espécies se modificam ao longo do tempo, e o fator preponderante para tal são os encontros e desencontros entre os genes.
Nesse sentido, a “empreitada sexual semanal” poderá vir a ser um ótimo fator para desestruturar o casamento. Não quero dizer com isso que todo casamento com muito sexo leva ao fracasso, mas sim que poderá haver maiores circunstâncias para desentendimentos entre casais, uma vez que o sexo também pode ser um meio que, em silêncio, serve para ambos demonstrarem suas insatisfações. Fugindo um pouco dos valores que estão implícitos na sexualidade em suas várias manifestações, parece ser evidente que para manter relações sexuais com um único parceiro ou com uma única parceira, é necessário um dispêndio custoso de ambas as partes em sufocar os desejos por outras “aventuras” que naturalmente irão surgir.
No caso do cristianismo, além de toda repressão sexual costumeira, que daí talvez ressoe como estranha a proposta do pastor, é bem sabido que não se admite, em hipótese alguma, sexo fora do casamento e muito menos com outras parceiras(os).
Vale lembrar que não são todas concepções cristãs que sufocam a sexualidade através dos silêncios. Há uma discussão bem contraditória em Paulo, o apóstolo, e o Santo Agostinho, que ora dão a entender que sexo é algo natural aos olhos de Deus, e ora é algo como pecaminoso e sujo.
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