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A morte de Steve Jobs

apple-imagemRaramente ligo a televisão, e quando ligo é comum ser bem no momento de uma notícia de impacto, as torres gêmeas dos EUA, a condenação de Saddam à forca (sim! ainda se condena gente à forca!), a captura do Bin Laden (?) e agora a morte do Steve Jobs. E o que tem nisso de ligar a TV nesses momentos? Nada! Mera contingência… fluxo para se fazer humor negro.

Agora que, através da internet, descobri que o Jobs morreu, pois apenas via as imagens na TV enquanto estava absorto em música e até então pensava que ele tinha deixado a presidência da Apple pois andava muito debilitado do câncer, enfim, uma rápida pesquisada na internet e percebo infindáveis palavras em letras maiúsculas e garranchais de votos de grande estima para o “grande gênio da humanidade Steve Jobs” – esse termo eu roubo de um desses comentários…

É a religião da tecnologia onde os fiéis evocam coisas do tipo:

Orgulho-me de estar deixando minhas condolências e respeitos de um IPad. Sua indelével marca, fica em todos nos. Descanse em paz, vc cumpriu seu papel.

O Sr. Ipad, como é muito mais conhecido desses devotos, sem dúvidas que foi um grande homem, revolucionou a tecnologia, mas quantas pessoas usam produtos da Apple? Pouquíssimas! Mas certamente nenhuma delas escapam aos afagos tecnológicos da Apple.

 

Os sistemas da Apple são muito mais restritivos que os da Microsoft do demonizado Bill Gates, mas Bill Gates têm uma visão de oferta dos seus produtos completamente distinta da que teve Steve Jobs que nunca esteve interessado em vender seus produtos para grandes mercados, mas criar produtos com “almas singulares”, e é aí que ele criou uma legião de fãs pelo mundo inteiro. Em meio à massa disforme e sem rosto vender um produto aparentemente com personalidade única ainda é uma grande jogada de mercado. Abocanha parcelas pequenas, mas parcelas fiéis e religiosas: mais do que usuários, são pessoas fãs do Steve Jobs e da Apple que consomem seus produtos e dão “rostos” a esses produtos destacando-os dos demais.

A eterna briga entre os defensores do código livre, até mesmo os devotos do Linux que racham com a Microsoft, tudo isso passa batido quando se trata da Apple. Mas que estranho fenômeno é esse que faz o Steve ser reverenciado, ainda que seus produtos sejam declaradamente fechados e restritos a um nicho de consumo de serviços e produtos sabor maçã que vão sendo ofertados desde quando o sujeito passa a “viver o mundo Apple”, que estranho fenômeno é esse exercido por certas ramificações da tecnologia?

Fabuloso mundo tecnológico, fantástico mundo virtual, ao contrário do psicanalista que vê o reizinho Édipo ameaçado, que vê crise nas relações, ao contrário dos conservadores do santo familismo, a internet é campo aberto onde nenhum muro está isento de ser rachado e descodificado, nele é bem vindo tanto os demônios quanto os santos, que homens como Jobs possam surgir cada vez mais, criando sistemas cada vez mais restritivos com a marca do capital, as contraculturas precisam de fluxos assim para movimentar as forças contrárias. O Android é o filho mais recente, parido com fluxos prostituídos da Apple.

Ninguém quer morrer. Mesmo as pessoas que querem chegar ao Paraíso não querem morrer pra estar lá. Mas, apesar disso, a morte é um destino de todos nós. Ninguém nunca escapou. E deve ser assim, porque a morte é provavelmente a maior invenção da vida. É o agente de transformação da vida. Ela elimina os antigos e abre caminho para os novos. – Steve Jobs

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Windows? O Linux Ubuntu pode te surpreender

Há um bom tempo que resolvi instalar o Linux Ubuntu 9.10. Já havia testado versões anteriores, como a 8.04, mas nunca passou de instalações seguidas de desinstalações. À primeira vista pode ser decepcionante, um sistema simples demais, com cores que podem chocar, mas essa simplicidade esconde um potencial de personalização extraordinário. E foi com pouco de esforço para aprender a me situar no básico do Ubuntu que posso dizer que não sinto falta alguma do Windows, pelo contrário, tenho aversão a usar o OS da Microsoft como plataforma de trabalho.

Para além de travar uma disputa ideológica como se costuma fazer entre os partidários de um e de outro, considero aqui apenas a experiência prática: o Ubuntu é incrivelmente mais facilitador para atender minhas exigências.

Basicamente, em ambientes Linux, há duas plataformas gráficas, considerando as mais usadas pois há muito mais: KDE e Gnome. Somente dando uma olhada em vários softwares e ambientes de trabalho em ambas plataformas, e até mesmo experimentando-as, o usuário poderá escolher uma que melhor lhe convém. Sou adepto do Gnome, primeiro pela qualidade tipográfica que ele oferece, que ao meu ver o KDE não consegue superar; em segundo por priorizar a simplicidade, o que não significa desprezar a estética e a utilidade, proporcionando ambientes mais minimalistas. É possível rodar softwares de uma plataforma em outra, embora raramente possa acontecer de um software desenvolvido para KDE não rodar tão bem no Gnome e vice-versa.

Entre as inúmeras potencialidades e possibilidades que ele oferece, cito as que mais me fisgaram: múltiplas áreas de trabalho; o uso da memória é muito baixo e extremamente eficiente, de modo que 2 ou 3GB de RAM é o suficiente para você ir abrindo vários softwares em múltiplas áreas de trabalho, inclusive rodando VirtualBox, sem correr o risco do sistema travar ou se tornar lento; a renderização das fontes e as opções de tipografia são incríveis, principalmente para quem lê muito em telas LCDs; não precisa se preocupar com trojans, vírus e demais pragas que exigem um Windows carregado de parafernálias para combatê-las; o Firefox é levíssimo no Ubuntu; há uma variedade de softwares e utilidades instaláveis em segundos através de uma “Central de Software”, ocupam menos espaço em disco e o próprio sistema se encarrega de utilizar uma organização própria de arquivamento e disposição dos menus (o menu iniciar do Windows sempre foi vergonhoso); as possibilidades de customização do visual são muito mais ampla que do Windows; o Compiz é um recurso de extrema utilidade, que facilita a experiência do usuário com a área de trabalho, com uma capacidade de configuração e atalhos que torna muito fácil a interatividade com os softwares e arquivos, além de prover efeitos visuais belíssimos; o Gnome DO é uma ferramenta que certamente muda completamente o hábito de usar o PC, permitindo que se abra arquivos, pastas, softwares e execute funções apenas com alguns comandos e atalhos pelo teclado (o Win tem softwares de terceiros similares mas não tão bons; o Mac tem uma ferramenta nativa de mesma potencialidade do Gnome DO); pequenas funcionalidades mas que podem ser úteis e poderosas como uma simples função de tornar a janela sempre visível, que é nativa no Linux, mas a mediocridade Microsoft requer softwares de terceiros…

São inúmeros os motivos que fizeram com que o Windows se tornasse um OS que atrapalha e dificulta em demasia o meu uso do PC para acesso à internet, leituras, gerenciamento de dados e demais tarefas. Mesmo os softwares para Windows que tem o “equivalente” para Linux mas para mim não são à altura, como o Office e o Photoshop, são executados com mais agilidade pelo VirtualBox ou pelo Wine, esse último é um software de emulação de softwares win32 no próprio ambiente de trabalho do Linux. Outro problema que o usuário poderá enfrentar é a falta de drivers para alguns hardwares, não por culpa do Linux, mas pelo conluio entre Microsoft e fabricantes que é por demais sabido um jogo sujo e desleal, onde as peças são movidas de acordo com a ganância do lucro, mas felizmente isso é em menor número, a maior parte dos hardwares e periféricos são reconhecidos e instalados corretamente pelas distribuições Linux.

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A mania Microsoft de roubar

Recentemente a Microsoft foi condenada a pagar US$290 milhões por violar a patente de uma pequena empresa de software situada no Canadá, a i4i. A condenação se deve ao fato do pacote de softwares Office 2007 fazer uso do código XML. (Fonte: G1 Tecnologia)

Bem se vê que a Microsoft que busca cada vez mais o monopólio sobre os softwares nunca perdeu sua mania de roubar recursos de empresas de menor expressão. Mas não nos iludamos com eventos tipicamente comuns como esses, a sujeira do império de Bill Gates é muito mais complexa…

A cara-de-pau maior fica por conta da Microsoft alegar que já estava esperando a proibição!

Estilo de fonte Mac no Windows

macxwin

Há uma velha briga entre a Microsoft e a Apple no que diz respeito à tipografias. Em termos gerais para fugir dos esclarecimentos técnicos, a Microsoft privilegia a melhor leitura na tela nem que para isso as fontes percam um pouco em renderização, já a Apple prioriza a beleza das fontes.

A diferença é nítida. As fontes no Windows são dispostas, mesmo com Clear Type ativado, de maneira mais serrilhada, já no Mac as fontes parecem ter passado por um efeito de desfocamento e com isso aparentam maior suavidade.

Também em termos gerais, a consagrada fonte Times New Roman que encontramos na maioria dos livros, é considerada a mais confortável para ler, pois entre os motivos está a ideia de que os caracteres com serifa permitem o leitor não se perder durante a leitura. Discordo! Quem pode dizer qual é a leitura mais confortável não é outro senão o próprio leitor.

Particularmente a Times New Roman é uma das fontes que mais evito, principalmente nas telas mas também nos textos impressos, quando possível alterar opto pela Bookman Old Style (também com serifa). O nível de renderização das fontes no Mac ou no Linux Ubuntu é bem mais agradável, de modo que eu consigo ler livros inteiros na tela do computador sem sentir as vistas cansada.

Quem quiser experimentar isso na prática experimente o software abaixo. É um pequeno utilitário desenvolvido por um japonês que permite uma renderização a nível do Mac, mas o estilo da fonte cabe ao usuário personalizar o próprio sistema. Para usá-lo é simples, basta executar o aplicativo gditray.exe e habilitá-lo quando o ícone aparecer na barra do relógio.

Caso queira que o aplicativo seja iniciado automaticamente toda vez que você iniciar o sistema crie um atalho e jogue para a pasta “Iniciar” ou “Inicializar” do seu Windows. Experimente! Vale a pena conferir o resultado!

Obs.: não sei qual o resultado em monitores CRT, só testei em LCD.

GDI++ | Download

[update – 22/11]
Em um monitor LCD 22′ a experiência não foi tão boa quanto em uma tela LCD 15′. Experimente também usar fonte Verdana (com 1 ponto a menos para cada opção alterada), o resultado é incrível.