Senadora Kátia Abreu para o conservadorismo oligárquico

A senadora Kátia Abreu ou simplesmente a “Miss desmatamento”, dotada de um pensamento unilateral constituído pelo mundo dos negócios agropecuários e das grandes propriedades na mão de poucos, e mais uma ficha acusatória envolvendo hectares de terras “misteriosos” que a coloca como uma das personalidades políticas de grande expressão no campo da corrupção política, encaminhou recentemente através do seu “marketing eletrônico”, ferramenta que ela se utiliza muito, mais um de seus virulentos artigos, geralmente com o patrocínio da Folha, intitulado “A banalização das invasões” (contemplado na edição de hoje da Folha).

O assunto é basicamente o mesmo, aliás, característica esta que é marcante do coronelismo. Sem pudores e seguindo rigidamente a sua “verdade de justiça”, a senadora basicamente coloca na condição de crime (o próprio nome “invasão” já é sugestivo) as ações do MST, apelando para um ideal injustificado clemente à “Justiça” que deve ser aplicada como condição para que países possam avançar e melhorar a vida de todos. Bem se vê que o critério de justiça da senadora é graduado, evidentemente, nos seus próprios interesses agropecuários e da manutenção da colossal desigualdade distributiva de terras (e atividades) no Brasil, expulsando de sua vulga análise qualquer concepção de que justiça e melhoria de vida, necessariamente, também devem contemplar uma efetiva política de reforma agrária, algo que o Brasil jamais realizou e paulatinamente o que vemos é, de fato, os direitos constitucionais sendo rebaixados à condição de criminalidade em áreas fundamentais como saúde, educação, habitação, reforma agrária, direitos humanos, etc. Notável ainda considerar que não há nenhum país desenvolvido, já que a senadora quer usar exemplos de fora, que tenha uma condição de desigualdade na distribuição de terras tão impactante como no Brasil.

Para tal, contamos com a lógica de pensamento neoliberal que sustenta e argumenta uma tautologia discursiva baseada na limitação de uma visão que não compreende a complexidade e a totalidade, pelo contrário, a radicalidade do pensamento é o operador básico por onde se busca compreender os fenômenos: pega-se um fato aparente e usa-o como elemento explicativo para “tudo”, em tom acusatório frente ao acusado que deve ficar afastado do seu direito de defesa: mecanismo básico para se criar ideologias. Kátia Abreu é graduada nesse quesito, prova maior são os seus artigos extremamente conservadores e de um elitismo que remonta os grandes oligarcas.

Caro eleitor, guarde bem esse nome: Kátia Abreu, atualmente senadora no Tocantis pelo partido dos Democratas e presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).

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