Sobre

Esse site é para todos aqueles que desconfiam que a vida é muito mais do que essa forma estupidificada que nos passam como sendo a única possível, que quer transitar como a mais correta ou tantas outras qualificações traiçoeiras recebidas dos mais variados administradores que querem fazer da vida um grande negócio. Pois há sim, muitas outras vidas possíveis de serem vividas.

abril/2013

Este site nasceu em 2008, ainda nos meus tempos de estudante, com o objetivo de captar alguns recursos financeiros que precisava naquele momento. E agora, em sua segunda reformulação, muitas coisas mudaram.

Inicialmente publiquei muitos conteúdos objetivando atrair o maior número de visitantes pensando na parte rentável do site, vez por outra publicava alguns textos que nasciam da minha necessidade de expressar incomunicáveis e demais contradições. Disso resultou, agora revendo o site, parte de conteúdos que me enojaram, e outros trouxeram a grata sensação de estranhamento de mim, levando-me, em tom de satisfação, a perguntar: quem foi o autor desses escritos?

O exercício de escrever enquanto experimentação tem disso, desfazer o território rígido do Eu e facilitar a criação de povoados de onde surgem e partem muitos outros “Eus”, e quando nos deparamos com algo que já foi parte de nós, que vai se atualizando ou deixando de ser, surgem brisas de diversas texturas e sabores.

… muitas coisas mudaram

Muito do que escrevia naqueles tempos pensando na monetização já não consigo escrever. Jogar com as palavras para formar ideias que reproduzem os produtos mais ofertados do momento já não é algo que consigo sustentar. O site já foi bem rentável, no entanto, a vida em mim sopra mais forte que a rentabilidade. De postagens estratégicas que geravam grande quantidade de comentários, passei a pequenos escritos que às vezes me rendiam um grato e-mail de alguém que se encontrou por ali, também surgiram críticas e xingamentos – inevitável.

Não deixei de usar espaços do site para publicidades que me ajudam a custear os gastos com a hospedagem e manutenção desse domínio, algo módico. No entanto, não atendo mais as demandas de um capital-comunicação voltado para as massas.

Os conteúdos do site

Os conteúdos foram mantidos na íntegra. Gostaria de fazer uma espécie de revisão, modificar e excluir, mas desisti quando percebi que seria muito trabalhoso. E um trabalho inútil que seria mais de vaidade do “Eu”, pois, adaptando a metáfora heracletiana sobre a impossibilidade de entrar duas vezes no mesmo rio, também aquilo que já escrevi já “são outros” e já não sou “os mesmos”.

Tirando a parte cínica do site que objetivava uma melhor monetização, boa parte do que antes me surgia como necessidade carrega um forte teor existencialista que hoje já não sustento mais, meus avanços nas leituras de Deleuze, Guattari e Foucault me trouxeram tantos outros novos modos de existir e tantos outros pensadores passaram a povoar os territórios que passei a habitar. Não abandonei o existencialismo, muitas ideias de Sartre estão bem presentes, mas com outras texturas e perspectivas. E por aqui continua esse site, não mais como necessidade de monetização, mas como dispositivo pessoal de experimentações e movimentações, tentativas de tecer com fios de palavras parte dos fluxos, revoltas, invisíveis, rebeldias, incômodos, fragmentos, tristezas, alegrias, contradições, desconhecidos, incomunicáveis de beleza e de horror … fios que se sabem incapazes de tecer a trama toda, mas gostam de ziguezaguear ainda que sem rumos.

… escrever

Escrever do que não sei, daquilo que me incomoda e me arranca do mundo já capturado pelas nossas insaciáveis – e sempre rasas – redes taxonômicas. São várias as intenções que alguém pode ter para escrever. Para mim é uma espécie de laboratório experimentativo de si, pois entro em contato com estranhamentos, perco-me da parte egóica que sempre nos ilude com representações, presencio como a vida é repleta de vibrações incomunicáveis e intensas que se perdem diante da fragilidade das palavras que usamos para tentar “pegar”, ainda que por instantes, o que escapa por todos lados – tola linguagem verborrágica que não consegue nem mesmo acompanhar as velocidades do pensamento. Tudo isso varia conforme as intensidades que estão em trânsito, às vezes é só uma questão de colocar alguma tagarelice em forma textual, outras é puro ímpeto que pede passagem para se expressar.

 

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