Arnaldo Jabor, o serviçal da famiglia Marinho, detesta os movimentos sociais brasileiros. Em seus textos nos jornais e nos seus comentários nos telejornais das Organizações Globo, ele ataca com rancor o sindicalismo, o MST, as lutas da juventude. Saudoso do reinado neoliberal de FHC, ele defende os interesses das elites. Frequentador assíduo dos convescotes do Instituto Millenium, que reúne os barões da mídia golpista, ele tem um ódio doentio das forças de esquerda. Seu último “teatrinho” contra os protestos de jovens em São Paulo confirma que Arnaldo Jabor “não vale nem 20 centavos”!
Pudera o futebol não ser apenas futebol. Pudera o futebol ser usado como um dispositivo micro-revolucionário, não pelos personagens jogadores, repórteres, midiáticos, diretores e presidentes porque para eles o futebol não deixa de ser um meio de conservar poder e dinheiro, mas pelos torcedores, pelos principais personagens que até então desconhecem que são os principais personagens, porque sem eles clubes, seleção brasileira e Fifa não existem. Entre tantas outras coisas, o futebol é político, então façamos dele uma política de protesto contra os ditadores-silenciosos como Dilma, Serra, Alkquimin, Haddad e tantos outros que para além de suas diferenças políticas partidárias se encontram no que diz respeito a manutenção e conservação de poderes. Após protestos em SP e em várias outras capitais contra o aumento do bilhete de transporte, que na verdade é reflexo de uma insatisfação geral diante das péssimas condições de serviços públicos em todas as áreas sociais, somado a isso o descaso dos governantes que só mexem para aumentar impostos e taxas, lembremos que a presidenta Dilma não se pronunciou em público em nenhum momento, mas decerto presenciou a polícia atacando os manifestantes e estudantes como se fossem vândalos desorganizados. Presenciou também os discursos fascistas de Geraldo Alkquimin e Haddad que respondiam às reivindicações com mais uso de poder. Não vi a abertura da Copa das Confederações, estava me sentindo enojado com toda essa euforia “brahmeira” e midiática, declarações estúpidas de governantes, Blatter e cia. diante de um evento que esconde um rombo muito fundo de verba pública dispensada para construções dos estádios e infra-estrutura, além de ser um excelente negócio para os oportunos abutres da política faturarem em cima. Quando soube das vaias à presidenta Dilma fiquei felicíssimo, não esperava por isso, pensava que os torcedores iriam estar no ritmo “Globo” e “Brahma”. Felizmente não, isso me serviu para pensar o quanto a mídia às vezes, se não tomarmos cuidado, faz a gente pensar que não há mais fagulhas, que todos estão acomodados e apáticos diante da política, da vida tal como está, das relações com todos e com tudo tal como está… mas não, fagulhas percorrem a vida, ainda que poucas, elas percorrem intempestivamente e a qualquer momento… quem sabe, micro-revoluções aqui, ali, e… não deixemos de acreditar na vida e nas possibilidades de mudança, por mais que olhamos ao redor e parece que todos são cúmplices de todos quanto à corrupção, a sede insaciável pelo dinheiro, o deprimente “jeitinho brasileiro” de querer levar vantagem em tudo. A Dilma não aguentou as vaias, os traços de seu rosto endurecido tal como sua postura política diante das demandas da sociedade denunciam seu mal-estar. Belíssima cena.
Há tantas outras vidas possíveis… mas a engrenagem social é despótica, despotismo silencioso, aquele em nome do bem, da família, da caridade, da compaixão, mas será que todas subjetividades dependem disso? Surpreenda-se com o curta abaixo. O direito de morrer, o direito de estar só, o direito de silêncio, … tantos direitos roubados.